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Diretor de relações governamentais e responsável pela interlocução do Flamengo no meio político, Aleksander Santos estava no grupo chamado de “Guardiões do Crivella”. Trata-se de uma organização formada, na maioria, por funcionários pagos com dinheiro público com o objetivo de impedir o trabalho da imprensa na fiscalização de denúncias de saúde.

Aleksander saiu do grupo nesta terça-feira. Segundo ele, seu número foi adicionado sem a permissão dele. Segundo a coluna de Gabriela Moreira no Globo Esporte, a entrada do diretor no grupo é antiga e questionou o motivo de ele não ter saído assim que foi adicionado.

“Eu sou adicionado em muitos grupos. De Flamengo, então, tem um monte. Eles pegam meu número e adicionam. De fato eu estava nesse grupo, não sei precisar desde quando. Mas eu não fiz nenhuma postagem”, explicou.

A existência do grupo foi revelada pela TV Globo essa semana. Os integrantes estão sendo investigados sob a suspeita de formarem uma organização criminosa com o objetivo de práticas ilegais, entre elas a de restringir a liberdade de imprensa.

“Acho muito lamentável. Eu não tenho parentes na prefeitura, não sou funcionário da prefeitura. O Flamengo não pode se alinhar à política, o Flamengo é apartidário pelo estatuto – afirmou o diretor, que é responsável por fazer o elo entre o clube e políticos para atendimento de pleitos rubro-negros”, contou.

Embora afirme que é distante do prefeito Marcelo Crivella, antes de se tornar diretor do clube, na gestão de Rodolfo Landim, Aleksander era a pessoa que batia à porta da Gávea, na gestão Eduardo Bandeira de Mello, para pedir doação de ingressos em nome do prefeito. Apesar do esforço, fontes do blog informam que ele não tinha sucesso nos pedidos.

A informação é da coluna de Gabriela Moreira no Globo Esporte