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A indisciplina do deputado estadual Anísio Maia (PT), que contrariou as ordens do Diretório Nacional do PT e manteve sua candidatura a prefeito de João Pessoa, em 2020, será julgada pelo Conselho de Ética do partido. Na próxima sexta-feira (03) o parlamentar será avaliado por “flagrantes violações a disciplina, a fidelidade e a ética partidária”.

O julgamento de Anísio acontecerá um dia antes do ato de filiações do PT, marcado para o sábado (04), no qual um movimento de juventude ligado ao ex-governador Ricardo Coutinho deve se filiar a sigla. Especula-se que ele, Estela Bezerra, Márcia Lucena e Cida Ramos aproveitem a ocasião e migrem para a legenda.

Sonia Braga, secretária nacional de organização do PT, assinou o documento que acusou o deputado de trazer prejuízos ao partido no âmbito municipal ao “buscar insistentemente embaraçar a candidatura do ex-governador Ricardo Coutinho e a tática eleitoral legitimamente aprovada pelo Diretório Nacional do PT”. Ainda é destacado que “ao insistir em ser candidato de si mesmo, Anísio sequestra o tempo reservado ao PT no horário eleitoral para dividir o campo progressista em João Pessoa, tornando-se instrumento da direita”.

Como resultado do julgamento pelo Conselho de Ética do Diretório Nacional do PT, foi cogitada a hipótese de expulsão de Maia, fato que foi descartado por Charlinton Machado. Segundo o pré-candidato ao Senado pela sigla, a máxima punição que o parlamentar poderá receber será uma advertência. “Ninguém será expulso do PT. Isso está totalmente fora de cogitação. Nem de Anísio, nem de Giucélia, nem de Anselmo e nem de Feitosa. No máximo uma advertência”, afirmou.

Filiado histórico do PT paraibano, Anísio Maia foi perseguido durante o regime militar. Em 1982, foi candidato a deputado estadual pela primeira vez.