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Amor duradouro e fidelidade nascem no cérebro, aponta estudo

1 de junho de 2017
em Notícias
Tempo de leitura: 2 mins de leitura
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É no cérebro que se encontra a base do amor e da fidelidade entre os casais. De acordo com um estudo conduzido pela Emory University, nos Estados Unidos, uma ligação nervosa é a grande responsável por reforçar a comunicação entre as áreas internas do cérebro que cuidam da gratificação e do prazer e, quanto mais ela realiza este papel, mais ela estimula a formação de uma relação de amor estável e duradouro entre o casal. Segundo a pesquisadora Elizabeth Amadei, uma das líderes do estudo, “como humanos, nós sabemos os sentimentos que temos quando vemos imagens dos nossos parceiros românticos, mas, até agora, nós não sabíamos como o sistema de gratificação do cérebro funciona para nos guiar até esses sentimentos”. Para a realização dessa pesquisa, que foi publicada na revista científica “Nature” nesta quarta-feira (31), os estudiosos usaram como cobaias os arganazes do campo, pequenos roedores encontrados na América do Norte conhecido pelos cientistas como um dos melhores exemplos de amor monogâmico da biologia.   

Os estudiosos, então, com ajuda de eletrodos, descobriram que áreas dos cérebros das fêmeas dos mamíferos se ativaram quando elas se acasalaram pela primeira vez com os machos e começaram a demonstrar sinais de que uma ligação duradoura havia sido criada com eles. Assim, essa parte da pesquisa mostrou que a formação dessa ligação amorosa entre os animais está diretamente ligada a duas áreas cerebrais: o córtex pré-frontal, que está ligado ao controle da gratificação, e ao núcleo accumbens, estrutura ligada à sensação de prazer. Além disso, também se descobriu que, quanto mais ativa for a comunicação entre as duas áreas, mais rapidamente a fêmea desenvolve uma relação amorosa com o macho e que o primeiro encontro sexual do casal reforça a conexão nervosa entre as áreas cerebrais. (ANSA)

 

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