Minha geração viveu a angústia de uma ditadura e o êxtase de derrubá-la para restabelecer a democracia.
Sobrevivemos aos anos de chumbo, engolimos o Colégio Democrático, morte de Tancredo e governo Collor.
Chegamos ao poder com FHC, Lula e Dilma, até que a ruptura do impeachment golpista teve seu enredo apoteótico com a prisão de Lula por mais de 500 dias.
Tensos e reativos sobrevivemos ao governo Bolsonaro, COVID e a tentativa de golpe em 8 de janeiro.
Agora, com todos acima de 60 anos, vamos para mais uma batalha, nossa última em defesa da democracia.
E não há outra hipótese a não ser vencer ou vencer, protegendo os mais jovens dos cenários totalitários que vivemos e todas as suas implicações e desfechos, como bem disse Ulysses Guimarães em seu discurso da proclamação da Constituição: porões, aeroportos e ou cemitérios.
Lula é mais uma vez o ponto de equilíbrio entre os extremos, o Brasil e o mundo precisam dele.
Dércio Alcântara




