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O PROFESSOR DE BALÉ: Lúcio Flávio defende o cidadão quando deveria defender o Governo

7 de junho de 2011
em Notícias
Tempo de leitura: 2 mins de leitura
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Afinal, Lúcio Flávio é secretário de estado ou professor de balé do governador Ricardo Coutinho? Pode aquele intelectual também ser conselheiro sentimental, terapeuta ou assessor para assuntos etílicos na vida privada, mas na pública tem que fazer avaliações institucionais e não ter rompantes de fanzoca.

Cheguei a essa dúvida depois que vi aqueles cabelos branquinhos revirando os olhinhos ao sustentar ontem na bancada do Conexão Máster de Alex Filho que “Ricardo não rir, não toma vinho, uísque e nem faz amigos com facilidade”…mas governa que é uma beleza, segundo Lúcio, é claro.

Antes que aquele leão de chácara do jurídico ricardista se ofereça para protocolar mais um processo contra mim e desta vez por duvidar da masculinidade alheia, vou logo argumentando que dançar balé não é nenhum demérito e ser professor de balé é antes de tudo uma arte, um dom.

“Professor de balé” é usado aqui não para estereotipar ou ser homofóbico, mas para ilustrar a falta do que fazer de alguns auxiliares do governador, que sacam da cartola argumentos chulos para justificar com ironia um governo que cai no desgosto popular, dando passinhos pra cá e pra lá  e rodopiam sem resolver o essencial.

Se o governador baila na curva e Lúcio é o seu mentor, professor deste balé ele é, mas quem tem dançado é o povo.

É sustentação verbal que se apresente de um governo em público um secretário argüir que o governador não é simpático, não rir, não faz piada, personalizando o que deveria ser impessoal, quando se está sob oitiva jornalística ao vivo?

Ao povo pouco importa se o governador é feliz ou infeliz, a vida pessoal é pessoal e a vida pública é pública.

O que importa é se está ou não está cuidando bem do patrimônio público e, convenhamos, o governador tem criado problemas mais do que tem resolvido.

Lúcio confundiu o Coletivo com o Estado. No Coletivo, Ricardo Coutinho pode ser o que quiser, aluno ou professor de balé, pois o agrupamento foi criado para adorá-lo; no Estado, Ricardo Coutinho tem que segurar o seu ego e gerenciar o que é público na vida de uma população de cerca de 3,7 milhões de pessoas espalhadas em uma área geográfica quase do mesmo tamanho de um país chamado Croácia. 

Outra coisa: achei que o faz tudo do Coletivo fosse o gourmet Walter Aguiar, mas vejo que ele ganhou concorrente na cozinha.

Isso vai acabar numa guerra de aventais.

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