O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou o envio de uma comitiva ministerial a Mato Grosso do Sul para acompanhar denúncias de violência e ameaças contra comunidades indígenas. O grupo é formado pelos ministros dos Povos Indígenas, Eloy Terena, da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e dos Direitos Humanos, Janine Mello.
A comitiva deve visitar aldeias nos municípios de Tacuru e Coronel Sapucaia, onde foram registrados relatos de intimidações, ataques e ameaças após o segundo turno das eleições presidenciais, no último domingo (25).
Ameaças contra indígenas
Um dos casos mais graves ocorreu em Tacuru, onde áudios atribuídos a servidores municipais sugerem envenenar a água consumida por indígenas da aldeia Sassoró, após a vitória de Lula. Os dois funcionários foram afastados pela prefeitura, que também abriu um processo administrativo para apurar as declarações.
Segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), mais de 30 episódios de violência foram denunciados no estado, incluindo ameaças, ataques e atropelamentos.
Investigação e reforço na segurança
O Ministério dos Povos Indígenas e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) acionaram a Polícia Federal para investigar as denúncias. O governo federal também criou uma força-tarefa interministerial para centralizar os relatos e encaminhá-los aos órgãos responsáveis.
A Força Nacional iniciou o policiamento em três comunidades indígenas da região. O Ministério Público Federal também instaurou procedimentos para apurar os casos e garantir a proteção dos territórios.



