A família do zelador Maurílio Silva de Araújo classificou como “um absurdo” o acordo judicial que prevê o pagamento de R$ 50 mil para encerrar o processo criminal envolvendo o atropelamento que resultou na morte do trabalhador. O caso ocorreu na cidade de Pilar.
O acordo beneficia Arthur José Rodrigues, apontado como responsável pelo atropelamento. Ele é filho da prefeita do município, Patrícia Farias.
Em contato com a imprensa nesta quarta-feira (4), familiares da vítima afirmaram que o valor proposto na negociação não representa justiça diante da perda sofrida.
Segundo os parentes, a medida acaba transformando um caso grave em um acordo financeiro que, na avaliação da família, não corresponde à gravidade da morte de Maurílio Silva de Araújo.
Acordo judicial
O entendimento firmado no processo prevê o pagamento de R$ 50 mil como forma de resolver o caso na esfera judicial, evitando o prosseguimento da ação criminal contra Arthur José Rodrigues.
Esse tipo de acordo é previsto na legislação brasileira em determinadas situações e pode ocorrer quando há consenso entre as partes e autorização da Justiça.
Ainda assim, a família do zelador afirma que considera a solução injusta e defende que o caso deveria ser analisado em julgamento.
Defesa se manifesta
A defesa de Arthur José Rodrigues argumenta que o acordo segue os instrumentos legais previstos no ordenamento jurídico brasileiro e foi realizado dentro dos parâmetros permitidos pela legislação.
Os advogados também destacam que o procedimento garante ao investigado o direito de resolver a questão na esfera judicial sem a continuidade do processo criminal, desde que cumpridas as condições estabelecidas.
Repercussão do caso
A morte de Maurílio Silva de Araújo gerou forte repercussão em Pilar, especialmente pelo fato de o condutor envolvido ser filho da prefeita do município.
Familiares e pessoas próximas à vítima afirmam que continuarão buscando justiça e cobrando que o caso seja tratado com a devida responsabilidade pelas autoridades.




