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Depois de rebater Daniella Ribeiro (Progressistas) com comentário machista, ao afirmar que só responderia as críticas feitas pela senadora à reunião da oposição ao ‘tutor’ dela, Walber Virgolino (Patriota) seguiu atacando figuras políticas femininas. Desta vez, o alvo foi a deputada estadual Pollyanna Dutra (PSB), que saiu em defesa de Daniella. Ele classificou Pollyanna como “insignificante”.

Walber acusa Pollyanna Dutra de defender as mulheres somente quando é lhe é conveniente e menospreza seu lugar na política paraibana, seguindo com postura machista e sexista ao responder à deputada.

“A deputada Pollyanna é tão insignificante do ponto de vista político que não merece ser respondida. É tão oportunista que usa a defesa dos interesses das mulheres quando lhe é conveniente, por exemplo nas votações na ALPB vota como manda o governador e esquece todas as vezes de defender a saúde da mulher, uma educação de qualidade para as mulheres e uma segurança pública que proteja de forma efetiva as mulheres. A deputada esqueceu de defender a mulher quando apoiou e apoia a turma da calvário. Vou dar o último conselho a deputada: é melhor ela cuidar de se defender no processos que corresponde por malversação dinheiro público quando das poucas vezes que administrou alguma coisa”, declarou o deputado.

Mais cedo, Pollyana Dutra repudiou as declarações de Virgolino contra Daniella Ribeiro. Após a senadora criticar o encontro da oposição ocorrido na última segunda-feira (21) e dizer que este não é momento para palanque político, o deputado reagiu com uma fala machista, alegando que só responderia ao ‘tutor’ dela, fazendo referência a Aguinaldo Ribeiro (Progressistas), irmão da senadora e deputado federal. Pollyana se manifestou e ressaltou que conflitos políticos podem ser resolvidos sem ataques à figura da mulher.

“A luta das mulheres para ocupar os espaços na política foi árdua ao longo do último século e não podemos aceitar que uma linguagem machista nos diminua ou relegue essa luta à presença de homens que definem nossa presença ou não nos espaços de poder. Não podemos aceitar esse tipo de comportamento! A triste história do patriarcado não pode ser repetida muito menos legitimada em um meio no qual ocupamos os mesmos espaços que os homens. É preciso mudar isso!”, ponderou a parlamentar.