Política

Veneziano propõe comissão no Senado para analisar ingresso do Brasil na OCDE e saída da Organização Mundial do Comércio

Ao participar, na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), do debate sobre a possibilidade de ingresso do Brasil na Organização Para Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE), o Senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) disse que a visita do presidente da República Jair Bolsonaro aos Estados Unidos não teve um saldo positivo para o País.

Com base em depoimentos de colunistas políticos, articulistas, economistas e professores do Direito Internacional, Veneziano disse que a impressão que teve é que o presidente do Brasil se apresentou ao presidente dos EUA, Donald Trump, envergando-se e abrindo concessões de maneira consumativa, trazendo apenas “sinalizações” para o Brasil. Para o parlamentar, o presidente brasileiro passou apenas uma imagem subalterna, de subserviência e submissão ao governo americano.

Veneziano teme a saída do Brasil da Organização Mundial do Comércio (OMI), o que pode gerar, inclusive, consequências desastrosas para o agronegócio. Diante dessa realidade, o parlamentar propôs a formação de uma Comissão para debater a proposta de ingresso do Brasil na OCDE, e a provável saída da OMI.

“Penso que essa Comissão ajudaria muito. Me perdoe, principalmente porque eu enxergo muitas improvisações. Eu penso que nós temos um papel de colaborar. Colaborar para que o governo não seja de improviso” argumentou Veneziano.

O Senador paraibano disse que o presidente Jair Bolsonaro não foi diplomático nos EUA, ao atacar os imigrantes, e, em outra oportunidade, totalmente dissonante com aquilo que deve ser prática do Itamarati ou de qualquer Ministério de Relações Exteriores, quando anunciou a transferência da sede da Embaixada de Tel Aviv para Jerusalém.

Veneziano observou que o presidente Jair Bolsonaro tem dado a impressão de que os Estados Unidos estão acima de tudo e de todos.

“Na minha ótica, o presidente Jair Bolsonaro vê o mundo como sendo apenas os Estados Unidos da América. Quem sabe se não verá, até o fim do governo, a mudança do lema: Brasil acima de tudo, Deus acima de todos; Estados Unidos acima de tudo, e Trump acima de todos”, ironizou.