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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta (27) que a “guerra coreana está prestes a acabar”, em referência aos resultados da reunião de cúpula entre o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, ocorrida em Panmunjon, zona desmilitarizada entre os dois.

Os líderes se comprometeram a assinar um acordo de paz para colocar o fim à guerra entre as Coreias ainda neste ano. Esse pacto vai substituir o armistício de 1953. Essa guerra foi interrompida por cessar-fogo, mas nunca teve fim oficial. Os líderes também concordaram em trabalhar pela desnuclearização completa da península.

“GUERRA COREANA PRESTES A ACABAR! Os Estados Unidos e todos os seus GRANDES habitantes devem estar muito orgulhosos do que está acontecendo na Coreia!”, afirmou no Twitter.

Trump também lembrou a tensão ocorrida ao longo de 2017, quando a Coreia do Norte fez uma série de testes balísticos. “Depois de um ano furioso de lançamento de mísseis e testes nucleares, um encontro histórico entre Coreia do Norte e Coreia do Sul está ocorrendo agora. Boas coisas estão acontecendo, mas só o tempo dirá”, também afirmou no Twitter.

O encontro entre as duas Coreias acontece semanas antes de um encontro previsto entre Trump e Kim Jong-un. A data ainda não foi defininda, mas deve acontecer entre o fim de maio e junho. Na quinta-feira, o presidente americano afirmou três ou quatro datas estão sendo estudadas e cinco sedes possíveis são analisadas. “Temos que tomar uma decisão”, declarou, segundo a France Presse.

Repercussão internacional do encontro

O presidente da Comissão Europeia, Donald Tusk, considerou que o anúncio das Coreias é um indicativo de que “o impossível pode se tornar possível, e que depende totalmente da boa vontade e da coragem de indivíduos.

A Rússia considerou o encontro uma “notícia muito positiva”. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que está pronto para facilitar a cooperação entre as dusa Coreias, inclusive nas áreas de transporte ferroviário, gás e energia elétrica, segundo a Reuters.

O premiê japonês, Shinzo Abe, também elogiou o encontro e disse que esperava que Pyongyang tomasse passos concretos.

A China disse espera que todas as partes consigam manter o momento de diálogo e, conjuntamente, promover o processo de resolução política para a questão da península da Coreia, disse o ministro das Relações Exteriores do país. G1