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O deputado estadual Trócolli Júnior (PMDB) está cobrando, mais uma vez, a realização de uma verdadeira reforma na política salarial dos policiais militares, que atualmente perdem 42% do valor do seu salário ao se aposentar. Segundo o parlamentar, enquanto não houver essa mudança no Plano de Cargos, Carreira e Remuneração da Polícia Militar, os homens e mulheres que compõem a corporação, na Paraíba, continuarão sofrendo perdas irreparáveis quando se aposentarem.

A cobrança do deputado é antiga, mas os policiais ainda esperam que essa reforma seja colocada em prática porque ela depende do Poder Executivo para acontecer. “Com essa política salarial praticada atualmente na Paraíba, os policiais militares perdem 42% do salário ao se aposentarem. Isso significa uma queda enorme no poder aquisitivo justamente em um período da vida em que mais o cidadão necessita de segurança financeira”, ressaltou Trócolli.

O deputado lamentou que depois de servirem a sociedade por, pelo menos, 35 anos, os policiais paraibanos sejam submetidos a uma situação de risco ainda maior do que quando estavam na ativa. “Durante anos os policiais servem a população colocando a sua própria vida em risco. Correndo o risco de ser baleado, de sofrer um acidente e até mesmo de morrer. Depois de 35 anos vivendo isso, ao se aposentar, esses homens e mulheres, que dedicaram sua vida em benefício do estado, se deparam com uma situação em que eles, muitas vezes, sequer têm condições de comprar remédios”, ressaltou.

A situação se repete com pensionistas e aposentados por invalidez, conforme Trócolli. “Essa perda de quase metade do salário acontece com os aposentados, os pensionistas e com aqueles que foram aposentados por invalidez. Ou seja, aquele policial que foi para as ruas proteger o cidadão de bem, se ele levar um tiro e ficar, por exemplo, tetraplégico, também perderá 42% do seu salário ao se aposentar e isso é um verdadeiro absurdo”, lamentou Trócolli.

Risco de vida

Outro ponto da política salarial dos policiais que Trócolli Júnior Voltou a cobrar foi o abono do risco de vida, que já foi implantado em 15 estados brasileiros, mas que na Paraíba sequer tem sido discutido com pelo Poder Executivo. “Há tempos estamos juntos com a categoria, pedindo, reivindicando, tentando um diálogo para que o risco de vida seja implantado, mas infelizmente, apesar do nosso ‘grito’, não estamos sendo ouvidos”, lembrou o deputado.

O risco de vida é uma vantagem recebida pelos policiais militares para compensar a possibilidade de dano a que se submete o militar no exercício da sua profissão. “É uma gratificação, um incremento no salário para que os policiais tenham mais tranquilidade ao sair de casa, já que a sua vida corre risco o tempo todo quando ele está atuando nas ruas”, informou.