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Sobre um Barão que não será mais candidato a deputado e a mudança do Museu Zé Ramalho para Minas

Sobre a cidade de Brejo do Cruz eu tenho uma notícia ruim e uma boa, e ambas mexem com a conjuntura política, pois em se confirmando causarão impacto nos meios políticos e culturais.

A notícia boa é que o ex-prefeito daquela cidade desistiu de tentar a eleição para uma cadeira na Assembleia Legislativa. Francisco Dutra ou Barão, como é mais conhecido, se achava eleito pelo PT, mas a força de sua esposa Pollyana. prefeita de Pombal, junto a Lula não foi o suficiente para garantir sua filiação, que foi rejeitada pela Executiva do PT na Paraíba sob o argumento de que a ficha dele é suja. 

A notícia ruim eu vou repercutir abaixo e saiu no blog de Clinton Medeiros no www.clintonmedeiros.com:

Na cidade de Brejo do Cruz, existe um Museu que leva o nome de Acervo Cultural Zé Ramalho, que é artista de destaque nacional e nasceu na cidade. Porém esta história toda encontra-se praticamente de portas fechadas pela falta de apoio e isso pode fazer toda essa riqueza cultural deixar a Paraíba rumo ao estado de Minas Gerais.

Em contato com o jornalista Aurílio Santos, diretor e único responsável pelo Acervo, existe o contato com a prefeitura da cidade de Sabará, no interior de Minas Gerais e segundo ele a proposta é bem interessante, já que eles tentam dar destaque e manter viva a história colhida e catalogada com muito amor e suor.

Aurílio conta que o Acervo recebe uma certa quantidade de visitantes mensalmente e que mais de90% destes são de outros estados. “Já vieram em caravana nos visitar”, confirma.

O diretor do Acervo Cultural não poupou críticas a falta de apoio em todos os lados; “A Prefeitura de Brejo do Cruz é cheia de burocracia, nada nos é liberado. O Comércio também não demonstra interesse e por fim, o Governo do Estado que só faz propaganda, mas Cultura é zero”, alerta.

O diretor citou nominalmente o Secretário de Cultura do Estado, Chico César (que por sinal é natural da região e também cantor, igual ao Zé Ramalho). “Chico me dá tristeza a falar, nunca nos ajudou com nada e podemos perder este tesouro”; detalhou.

Aurílio ainda disse que os custos não são altos, mas que existem; “Cerca de R$ 400,00 por mês, incluindo o aluguel do prédio que pagamos”, afirmou.

O Acervo Cultural já ficou fechado por alguns meses em 2012, e hoje em dia está quase da mesma forma; “Eu abro apenas quando tem visitantes, não posso contratar uma pessoa para deixar o local sempre aberto”, relatou.

São mais de 500 peças, entre discos, instrumentos e roupas de Zé Ramalho, que doou alguns dos objetos.

Aurílio pede para que tal fato chame a atenção das autoridades e não permitam a transferência da cultura da Paraíba para Minas Gerais.

“O Acervo está em coma, tomara que o salvem”, finalizou.