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Tenho consumido pesquisas regionais e estaduais, esmiuçando os mais diversos, prováveis e improváveis cenários, mas ainda se resumem a fotografias 3×4 do momento, nada que aponte ou desaponte ninguém como o messias do lado A ou lado B.

Sinto no prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, o melhor de todos os nomes arremessados até agora no tabuleiro e vejo da mais alta inteligência a estratégia de não se antecipar, pois quando você avisa que tá com fome o preço da comida sobe no self-service eleitoral.

O recall traz Maranhão e Cássio como os mais lembrados, mas também como os mais rejeitados e a conjuntura tem nos ensinado que nem sempre é bom tá à disposição na prateleira e sob holofotes o microscópio popular encontra defeitos.

Vejo Cartaxo, Veneziano e João Azevedo num patamar interessante, sempre pontuando bem, mesmo Veneziano insistindo em dizer que disputará a reeleição e todo mundo sabendo que Azevedo faz parte do bloco concentra, mas não sai, o famoso bode na sala.

O que falta a Cartaxo é o afinco e agressividade que sobra num Romero sem chances, pois no grupo de Cássio ele ainda é o regra três.

Mas, anotem, quando chegar a hora correta do sim ninguém segurará a ascensão meteórica do prefeito de João Pessoa rumo ao topo das pesquisas e ao Palácio. Foi assim pra prefeito, será assim pra governador.

Cartaxo tá feito mineirinho, comendo mingau pelas beiras e, ao contrário dos vira-latas que ladram, mas não mordem, ele escuta mais do que fala e será o verdadeiro crupiê desse jogo a ser entabulado só na virada de 17 pra 18.

Quando Luciano Cartaxo disser sim, sou candidato, o eco de sua largada vai reverberar contagiante pelos quantro cantos da Paraíba e àqueles que acham que a Lagoa será seu fim descobrirão que foi o start.

 

Dércio Alcântara