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O açodamento sempre comete injustiças pela pressa e pouco tempo para ponderações. Muitas vezes pela intenção de prejudicar mesmo. Apesar de ter sido o primeiro a entregar o cargo que tinha no Governo Federal, a superintendência da FUNASA exercida pela esposa, Ana Cláudia, o deputado federal Veneziano foi tido como indeciso, quando, partidário, acatou a decisão do PMDB de romper com Dilma e votar pelo impeachment.

Veneziano foi acusado até de já ter barganhado o voto a favor, quando por mérito próprio Gilson Lira, vice-presidente substituto da EMBRATUR, assumiu interinamente a presidência daquela estatal.

Ontem o Diário Oficial da União trouxe a nomeação do novo presidente, Marcos Antônio Moura de Sales, e Gilson, que ali permanecerá por critérios de excelência, volta a ser Diretor de inteligência Competitiva.

Diante de tantas versões e espertezas venais de setores da imprensa, Veneziano veio à boca de cena reafirmar o que já estava claro quando Ana Cláudia entregou a FUNASA antes de qualquer peemedebista renunciar aos cargos: é partidário e tem palavra.

O que Veneziano achou desnecessário, como muitos fazem, foi fazer pose de vestal para a mídia ou tripudiar sobre o destino de uma gestão em crise, que já foi aliada e profícua quando era prefeito de Campina.

Veneziano nunca escondeu do público a marca do Governo Federal em parte das mais de três mil obras que planejou e executou na PMCG.

Já  o atual prefeito,Romero Rodrigues, não soube separar as coisas e, além de não captar recursos federais por acanhamento e incompetência, se apropria das obras de Dilma quando diz que o Complexo Habitacional Aluísio Campos é iniciativa de sua gestão, que também capenga em Campina e o povo quer se livrar através do impeachment popular, no voto.

EM TEMPO: Gilson Lira foi exonerado do cargo no Diário Oficial de hoje.