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A tirar pelo que foi feito ao longo dos últimos meses para fortalecer o PT na disputa pela cidade de São Paulo, a maioria dos políticos teme o que virá mais à frente. Tudo indica que 2014 será uma guerra sem precedentes com o uso da estrutura do governo federal no sentido de alavancar candidatos a governador

A confirmação da presença de Eduardo Campos em São Paulo neste fim de semana num evento de campanha de Fernando Haddad nada mais é do que uma cerimônia para que a cúpula dos dois partidos fumem o cachimbo da paz. Afinal, a presença dos governadores nordestinos, praticamente desconhecidos dos eleitores paulistanos, não tem muito efeito prático em termos de influência eleitoral. Mas, em termos de simbologia política, a mesa é farta.

Do jeito que as coisas caminhavam entre os dois partidos, com presidente do PT, Rui Falcão, chamando o presidente do PSB de traidor, a sensação era a de que os socialistas seriam enxotados da aliança da presidente Dilma Rousseff tão logo se conhecesse o resultado dessas eleições. Bastou os candidatos do PT no Nordeste encolherem para que o clima mudasse e os petistas chamassem o PSB a partilhar do convescote em São Paulo, onde o PT joga todo o seu peso.

Como parte desse script de ajudar Haddad, Campos recebeu há dois dias um telefonema do candidato petista, reforçando o convite para a foto com os governadores do Nordeste, região de onde saíram muitos moradores da metrópole paulista. Campos confirmou presença. Lá estarão também os governadores do Ceará, Cid Gomes; da Paraíba, Ricardo Coutinho; e do Piauí, Wilson Martins, todos do PSB, num ato programado para demonstrar uma unidade entre antigos aliados.

 

Autor(es): Denise Rothenburg

Correio Braziliense – 13/09/2012