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Quando a ameaça de greve das entidades policiais se tornou realidade na última segunda-feira (28), o clima de insegurança se instalou na Paraíba. Em todos os setores da sociedade não se falava em outra coisa, inclusive, algumas lideranças sugeriram que a população não saísse de casa para prestigiar o pré-carnaval de rua na capital.

De pronto, o governo do Estado tratou de espalhar que traria reforço nacional para fazer a segurança dos paraibanos. Essa decisão demonstraria superioridade e acabaria por abafar o fiasco das negociações com a categoria.

Confesso que fiquei surpreso ao saber que essa “Tropa de Elite” não é bem aquela do Capitão Nascimento. O super reforço que vai fazer a segurança do Estado, especialmente de 200 mil foliões que pretendem ir as Muriçocas do Miramar, não passa de 50 homens.

Agora entendo porque o grupo do governador Ricardo Coutinho não divulga os números. É preferível expor as famílias à bandidagem que permitir que a verdade exponha as deficiências de um governo que entrou para fazer 40 anos em 4.

Talvez a intenção tenha sido economizar, já que cada policial da Tropa Nacional vai custar ao nosso bolso R$300 por dia. Digamos que a greve continue por mais 10 dias, teremos ai R$150 mil “investidos” em 50 policiais por intransigência do socialista.

Um dado relevante é que para fazer a segurança de 200 mil pessoas seria necessário 10% de policiais no efetivo, que corresponde a 2 mil homens, segundo informações de um comandante da própria polícia, na manhã de hoje.

Ainda dá tempo de refazer a fantasia e ir vestido de policial para completar a turma do BOPE.

Em tempo: soube que não são 50…mas 100 homens.