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Afinal, de qual estado Ricardo Coutinho é o governador? Um cuja bandeira tem como símbolo um girassol ou a Paraíba que na bandeira vermelha e preta estampa a palavra Nego?

A Paraíba é plural e muito maior do que uma eleição. Quem governa para um lado pode lá na frente ter todos os lados contra si.

Absurdas essas posições externadas por auxiliares diretos e graduados do governador, no sentido de promover caça as bruxas contra quem ousou dizer não ao projeto de Ricardo no último pleito.

A lista de “maranhistas” que estão ocupando cargos na gestão foi publicada ontem e hoje em sites e blogs como se fosse uma lista de judeus a caminho da incineração.

Servidor público é servidor público e se dividem entre competentes e incompetentes; não em maranhistas e ricardistas.

Cabe ao gestor cobrar qualidade no serviço do subalterno e não patrulhar suas posições políticas.

A Constituição proíbe qualquer tipo de intolerância. Na Paraíba o pós-eleitoral virou uma guerra ainda maior do que o durante.

O que é de espantar é que o próprio governador faz questão de estimular essa vala entre os “seus” e os “dos outros”.

Depois da eleição não existe Paraíba laranja ou vermelha, o que existe é um estado composto por municípios, bairros, vilas, distritos e ruas. E o que é principal: cidadãos.

Quem mora dentro dos limites demarcados é paraibano e goza de todos os direitos, reservando-se a ter opinião política sem ameaças de perseguição.

Que estado Ricardo quer governar?  A Paraíba toda ou os bagos da laranja? Entendo a sede por contra-cheques da militância, mas partido é uma coisa, gestão é outra. Cuidado para não confundirem alhos com bugalhos.