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O racionamento de água vai atingir a população de Campina Grande – segunda maior cidade do estado – e demais cidades atendidas pelo açude Epitácio Pessoa (Boqueirão) nos próximos meses. De acordo com o promotor José Leonardo Clamentino, da Promotoria de Defesa do Consumidor de Campina Grande, a Cagepa está elaborando um plano de contingenciamento para uso racional do precioso líquido e assim que o reservatório atingir 20% de sua capacidade será posto em prática. Mas, segundo o promotor, existe a possibilidade da ação começar antes disso, ainda este ano. O volume atual do reservatório é de 26,2% de seu volume total.

Na tarde de ontem (22), o Ministério Público da Paraíba (MPPB) por meio da Promotoria de Defesa do Consumidor da cidade realizou uma inspeção em Boqueirão para analisar as condições do reservatório. Após reunião com representantes de outros órgãos técnicos, o promotor José Leonardo Clementino agendou para o dia 19 de novembro uma audiência que vai discutir e ajustar o plano de contingenciamento que está sendo elaborado pela Cagepa.

Conforme o promotor José Leonardo Clementino, os estudos da Cagepa indicam que, com o fim do período chuvoso, o açude deve atingir 20% de sua capacidade no final de dezembro ou começo de janeiro, chegando a um dos níveis mais baixos de sua história desde 1999, último ano em que houve racionamento da água do reservatório. Na ocasião o açude atingiu 14,9% de sua capacidade.

Diante disso, dependendo do prognóstico de chuvas na região para os próximos meses, o promotor informou que poderá solicitar o início do racionamento antes do período previsto pela Cagepa, quando o volume do açude chegar a 22% ou 24% de sua capacidade, tendo em vista que, sem chuvas, esperar atingir o nível de 20% aumentaria o risco de um colapso no abastecimento.

Na audiência do próximo mês a Cagepa vai apresentar o plano de contingenciamento ao promotor e aos representantes da Agência Nacional das Águas (ANA), do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs) e da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa). Juntos os representantes dos órgãos vão ajustar as medidas de economia de água e debater quando e qual a melhor forma de realizar o racionamento.

BG com JP