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Quando o PT nasceu no ABCD paulista tinha como foco ser o contraponto à ditadura, à política dos coronéis, à corrupção e outras mazelas da cena brasileira.

Durante um bom período honrou esse papel, mas os homens são corruptíveis e grande parte daquela cúpula que levou o PT ao poder com a eleição de Lula acabou provando do veneno que antes combatia.

Hoje o PT está no banco dos réus e sendo condenado por ter operado um esquema que todos os governos operaram e operam, mas que até agora niguém podia provar. 

O PT caiu na vala comum e o julgamento do mensalão mancha a história de todos, da Paraíba a São Paulo, do Acre a Salvador. O PT é farinha do mesmo saco, perdeu o viés que o diferenciava dos demais.

Por exemplo: é esta a referência que os candidatos a prefeito do partido vão mostrar como exemplo ao eleitor. É claro que existem exceções a regra, mas teremos terá que procurar uma agulha no palheiro.  

LULA SILENCIA

O ex-presidente Lula decidiu não comentar nesta quinta (30) as condenações de alguns petistas envolvidos no processo do mensalão. 

A assessoria informou que ele manterá a mesma postura adotada no início do julgamento, de não emitir opinião sobre o caso, enquanto estiver ‘sub judice’. Rumores dizem que o ex-presidente ficou incomodado com a condenação do deputado João Paulo Cunha e apreensivo com os rumos do julgamento. 

O CERTO E O ERRADO

 O voto do ministro José Antônio Dias Toffoli – indicado por Lula ao Supremo Tribunal Federal – pela absolvição de João Paulo Cunha no processo do mensalão colocou em pauta, novamente, o fato de ele ter trabalhado para o PT e integrado o governo petista na pasta de José Dirceu, o principal réu do caso. Apesar da polêmica gerada antes do início do julgamento, Dias Toffoli não quis se declarar suspeito.

No lado oposto, o ministro Joaquim Barbosa, que tem sido tratado como herói, por ter relatado o processo e votado, na primeira etapa, pela condenação da maioria dos denunciados, também foi uma indicaçãode Lula. Ele assumiu o posto em 2003, apresentado pelo noticiário como “o ex-faxineiro indicado pelo ex-torneiro mecânico” e “o primeiro negro no STF”.

Filho de mãe dona de casa e pai pedreiro, Joaquim Barbosa nasceu numa família de sete irmãos. Estudou em escola pública e trabalha desde os 10 anos de idade. Saiu de casa aos 16 para tentar a sorte em Brasília. Na capital, trabalhou como faxineiro no Tribunal Regional Eleitoral e, mais tarde, em gráficas de jornais.

Conseguiu uma vaga no curso de direito da UnB e passou a trabalhar de madrugada para estudar durante o dia. Formado, prestou concurso para oficial da chancelaria do Itamaraty e foi aprovado. Mais tarde, tornou-se procurador e, finalmente, o primeiro ministro negro do STF. É fluente em inglês, francês, alemão e espanhol e toca piano e violino desde a adolescência.

Apesar da indicação de Lula, o ministro não aliviou o PT no julgamento do mensalão. Na primeira etapa, já condenou o deputado e ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha, por corrupção passiva.