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O primeiro ato público em defesa da autonomia da UEPB aconteceu na tarde de hoje, em Campina Grande, na Praça da Bandeira.

O Comitê em Defesa da Universidade Estadual da Paraíba organizou o evento para protestar contra o que classificaram de ‘desmandos’ do Governo Estadual. Sob gritos de guerras, as entidades que se revezavam no microfone gritavam: “Autonomia é pra valer, governador respeite UEPB”.

Representantes de vários cursos falam sobre a polêmica da autonomia da instituição e responsabilizam o Governo do Estado pela intransigência. Um segundo ato está marcado para acontecer amanhã (09), em João Pessoa.

Em Campina, a Praça da Bandeira ficou igual ao centro em dia de apresentação musical. Não cabia de gente. Alunos, professores, entidades ligadas à UEPB. Todos na mesma preocupação.

A reitora Marlene mandou o recado de que não quer conversar com nenhum enviado do Governo com números imaginários para falar de finanças. O que todos querem é o cumprimento da Lei sancionada em 2004.

Os prestadores de serviço da Educação também se fizeram presentes ao protesto. Cada um com sua estória e sua reivindicação.

Enquanto isso, as organizações de policiais discutem a possibilidade de greve e reclamam da falta de diálogo com Governo do Estado da Paraíba, ao mesmo tempo em que o Brasil sofre com uma onda de falta de segurança e violência.

Ao invés de se preocuparem com a situação, os girassóis se ocupam em me chamar de terrorista. Como se fosse eu quem, na minha humilde insignificância, fosse capaz de plantar a revolta no coração de todos aqueles saíram e ainda vão sair às ruas para protestar.

E o terrorista sou eu.

Pessoas foram demitidas na calada da noite. Sem aviso, nem explicação. Essas mesmas pessoas são as que tem um grito preso na garganta contra os desacertos da atual gestão estadual.

E o terrorista sou eu.

Os policiais, delegados, bombeiros e todos mais que fazem parte da segurança arriscam as vidas, ganham péssimos salários, e a novidade: são xingados publicamente de preguiçosos e acusados de dormir no expediente.

E o terrorista sou eu.

Os médicos trabalham sem condições, com máquinas quebradas, com salários atrasado e com ameaça de perder o emprego.

E o terrorista sou eu.

Sabe, amigos, todo mundo já protagonizou uma cena de um filme de terror na vida. Ou aterrorizando ou sendo aterrorizado. E muitas ainda virão.  Se sou terrorista por falar sobre o real terror que algumas categorias estão enfrentando, serei.

Porém, acho que o maior terrorista não é quem fala sobre o terror, mas quem promove-o.

 

com PB Agora