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Por unanimidade, cobradores e motoristas aprovaram a proposta do Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB) para implementação da dupla função dos motoristas. Na noite da última quarta-feira (22), foi dado um passo decisivo para solucionar o problema da demissão em massa de cobradores de ônibus na Grande João Pessoa. 

O auditório do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte de Passageiros e Cargas da Paraíba, na Avenida Beira-Rio, na Capital, ficou pequeno para a quantidade de cobradores e motoristas que compareceram à assembleia, convocada para que a categoria tomasse conhecimento e votasse a proposta do MPT. 

Uma multidão de trabalhadores se concentrou em frente à sede do sindicato. A assembleia começou às 18h, logo após a chegada do procurador-chefe do MPT na Paraíba, Paulo Germano, que chegou acompanhado de assessores e do presidente da CUT, Paulo Marcelo.

 O presidente do sindicato dos Motoristas, Antônio de Pádua abriu a sessão e passou a palavra para o procurador-chefe, que explicou aos trabalhadores a proposta.Participaram ainda o vereador Marcos Henriques (PT) e o auditor fiscal do Trabalho Sílvio Romero.

 “Diante desse cenário de crise e de reformas, conseguir barrar as demissões de cobradores já foi uma vitória. Além de recompor seus quadros de cobradores ao quantitativo que havia em 1º de agosto de 2016, as empresas de ônibus só poderão voltar a demitir quando atingirem o percentual de 90% das passagens via bilhetagem eletrônica”, falou o procurador aos trabalhadores. 

Ele ressaltou que com os avanços tecnológicos e as novas exigências do mercado várias funções estão em extinção e a de cobrador é uma delas. Disse que é uma tendência mundial e não há como retroceder. No entanto, é preciso que os trabalhadores sejam requalificados e reinseridos no mercado em outras funções, de modo a preservar a dignidade dos trabalhadores e a subsistência das suas famílias.

Bolsa qualificação 

O procurador também explicou que os cobradores que forem demitidos após a implantação de 90% da bilhetagem eletrônica, serão encaminhados pelo sindicato ao Senai, Senac, Senat ou outras entidades de formação sem fins lucrativos, para cursos profissionalizantes, a fim de que possam obter nova qualificação profissional. As empresas ainda deverão pagar, no período de seis meses, uma “bolsa qualificação” ao cobrador demitido, no valor de um terço do salário mínimo. Caso queiram, os cobradores desligados também poderão ser encaminhados ao Sebrae, para elaboração de projetos e abertura de pequenos negócios.

Fonte:Assessoria