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Marcela Sitônio é a primeira mulher a presidir a Associação Paraibana de Imprensa, foi reeleita para o segundo mandato, não decepcionou e, se depender de mim, será reconduzida mais uma vez à presidência da entidade, pois esteve ao lado da categoria em todos os momentos e sua gestão recuperou e modernizou a velha sede da Visconde de Pelotas.

Confesso que não me surpreendi, quando ela foi semana passada ao TRE depor em favor dos jornalistas que respondem uma AIJE impetrada pelo governador Ricardo Coutinho e que ficou conhecida como a “AIJE da Mordaça”.

Abaixo, repercuto a postagem que Marcela fez em sua página pessoal no Facebook.

“Ao longo dos meus muitos anos de profissão, não recordo ter feito parte de uma cena tão hilária, como a audiência da qual participei ontem (15) no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Fui depor em favor de alguns colegas jornalistas, alvos de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), impetrada pelo Excelentíssimo governador paraibano, candidato à reeleição na época.

Vamos recordar: A menos de 72 horas de acontecer o pleito passado, o candidato socialista, com o aval da coligação PT E PMDB, alegou estar sendo prejudicado pelo noticiário desfavorável à sua reeleição, logo acionou a Justiça Eleitoral para tirar programas de rádio, televisão, portais e blogs do ar por três dias. Seus advogados requereram, através de uma AIJE, a abertura de apuração de investigação judicial contra vários jornalistas.

Na audiência de ontem, o jurídico do atual governador, signatário da ação, fez perguntas tão desconexas e subjetivas, quanto às alegações apresentadas na AIJE. Lamento que a nossa Justiça Eleitoral, tão sobrecarregada de processos mais significativos do ponto de vista de interesse da sociedade, tenha que perder tempo por contingência do dever, para ouvir depoimentos durante horas a fio e ainda precisar julgar uma AIJE “caprichosa”, inconsistente e inoportuna. 

A ação é tão sem fundamento que o proponente foi reeleito, independente das criticas “prejudiciais” dos jornalistas. 

Não considero republicano os paraibanos clamando por segurança, professores reivindicando melhores salários, jornalistas sendo demitidos por conta de uma crise sem precedentes nas empresas de comunicação e o governo ocupado em punir profissionais da imprensa só porque ousaram apresentar o contraditório. Para que gastar dinheiro com advogados desnecessariamente?”

MARCELA SITÔNIO