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O principal índice da BM&FBovespa fechou em alta nesta quarta-feira impulsionada pela expectativa de que Marina Silva (PSB) apoie Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições presidenciais. Depois de operar o dia todo em alta e atingir a máxima de 58.317 pontos (2,10%), o Ibovespa fechou o pregão a 57.436 pontos – alta de 0,56%. 

O resultado do primeiro turno animou o mercado financeiro ao mostrar a ascensão do candidato tucano na corrida presidencial. Aécio encerrou o primeiro turno com 33% das intenções de voto, atrás de Dilma Rousseff (PT). “O que pesou no dia foi, especialmente, a possível aliança de Aécio com Marina, o que fortaleceria sua base de eleitores. A expectativa com as próximas pesquisas também está alta”, disse Leandro Martins, analista da Walpires Corretora. “A bolsa até ignorou o FMI, que mostrou recuo na previsão de crescimento econômico nesta terça”, disse. 

As ações da Petrobras subiram 3,63% e se mantiveram entre as maiores altas da sessão. Os papéis preferenciais (ON, sem direito a voto no Conselho) da Petrobras chegaram a despontar 6,77%, para 21,77 reais, na máxima da sessão. A estatal anunciou a descoberta em águas ultraprofundas na Bacia do Espírito Santo, com presença de óleo de boa qualidade em reservatórios a profundidade de cerca de 3.550 metros. Entre as altas estavam ainda as ações do Banco do Brasil, que subiram 4%.

Investidores celebram a possível aliança numa sinalização cada vez mais contundente de que desejam mudança de governo. As políticas intervencionistas da presidente Dilma afetaram o ambiente econômico e ajudaram a desestruturar mecanismos de controle inflacionário e cambial, que são vistos pelo mercado como essenciais para a manutenção de um cenário macroeconômico confiável. A expectativa de investidores é que Aécio retome a estabilidade.

Dólar – O dólar também fechou a terça-feira em queda diante do otimismo e expectativas de que Aécio mostre bom desempenho nas próximas pesquisas de intenção de voto. A moeda norte-americana caiu 1,17%, para 2,3981 reais, depois de chegar à mínima de 2,3901 reais.

O ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, disse nesta terça-feira que o câmbio de 2,40 reais por dólar é um piso ideal para a indústria brasileira. “O mais importante é ter estabilidade, mas, para a indústria, o piso ideal é 2,40”, afirmou Borges. “É hoje algo realista.”

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