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Em cerimônia realizada na tarde dessa segunda,  Aguinaldo Ribeiro tomou posse e oficialmente, a partir de agora, deve ser chamado de ministro. O paraibano assumiu com guerra declarada pela imprensa nacional e com a responsabilidade de não poder errar, devido aos escândalos que permeiam a administração Federal, sobretudo com o antecessor da pasta.

 Aguinaldo entra com o dever de “destravar” engrenagens do Ministério das Cidades, e de uma só vez assume a responsabilidade de gerir um dos ministérios com maior volume de recursos, que tem incumbência de administrar, por exemplo, os programas habitacionais, assim como, qualquer dano causado por desastres naturais.

 Logo, o novo ministro tem por obrigação transitar bem e trabalhar em parceria com todos os segmentos do Estado.

 Além da responsabilidade, Aguinaldo terá que responder as acusações sobre possível beneficiamento para mãe e irmã: uma prefeita de Pilar e a outra candidata a prefeita de Campina Grande. O ministro é acusado também de ser proprietário de  empresas de construção civil em nome de laranjas que estão ligadas, diretamente,  às atividades que são desenvolvidas pelo Ministério que irá atuar, um prato cheio para Aguinaldo “cair em tentação”.

 A imprensa nacional noticiou também que Aguinaldo possui duas emissoras de rádio que funcionam no interior do Estado, as quais seriam usadas pelo grupo de Aguinaldo para veicular conteúdos direcionados.

 O que está claro é que Aguinaldo enfrenta duas forças: uma que tem por objetivo manchar o Governo Federal, fragilizar a popularidade da gestão do PT e sobretudo, denegrir a imagem da presidente. Essa turma transita por vários segmentos e é composta por parlamentares, jornalistas, profissionais do direito, motivados pelos interesses mais escusos e que não pouparão esforços na batalha contra qualquer novo colaborador do Governo, principalmente se tiverem pano para manga.

A outra força diz respeito ao deputado paraibano Luiz Couto, que estaria obstinado a queimar Aguinaldo e, consequentemente o PP, por motivos de futuras parcerias com a ala do PT liderada por Rodrigo Soares para as eleições municipais. Abastecendo não só a mídia nacional, mas promovendo um movimento na imprensa local, Couto anda procurando caminhos para encaminhar o dossiê contra Aguinaldo ao Palácio do Planalto.

Sendo assim, Aguinaldo ascendeu ao cargo ministro “ganhando” vários inimigos que não são diretamente dele e outros que são bem conhecidos. Ainda terá grupos de comunicação do Brasil inteiro ávidos por um desvio, incansáveis na cola do parlamentar.

Por outro lado, Aguinaldo tem nas mãos a possibilidade de se firmar no cenário nacional e solidificar sua carreira política, mas para isso terá que se equilibrar nessa corda bamba, sem se deixar dominar pelos interesses familiares e por fantasmas que acompanham o poder.