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Em política muito se fala em “Vitória de Pirro” quando nos referimos a uma conquista meia boca, aquela que se ganha, mas não se leva.

Exemplo disso podemos citar a aliança do Grupo Cunha Lima com Ricardo Coutinho, toda baseada no ódio imediatista e que procurou apenas derrotar Zé Maranhão em um primeiro momento, mas que em um segundo momento alimentou o monstro que quer devorar a base cassista.

Cássio derrotou Maranhão, mas não usufrui do governo como deveria e o seu exército morre de sede em frente ao mar.

Mas, quem foi esse Pirro que deu nome a esse “ganha, mas não leva”?

Pirro foi rei tanto de Épiro quanto da Marcedônia. Ele tinha um exército de fazer inveja, composto por: 3 000 cavaleiros, 2 000 arqueiros, 500 fundeiros, 20 000 tropas de infantaria e 19 elefantes. Pirro, sim, era poderoso. No entanto, ele ficou conhecido, não pelo seu extenso e numeroso exército, mas sim, por um fato histórico.

Conta-se que, tentando subjugar os romanos, Pirro, ao enfrentá-los na famosa batalha de Ásculo, obteve a vitória à custa de um preço muito alto. Pois, enquanto os romanos perderam 6 000 homens, Pirro perdeu 3 500. E diante de tal fato, chegou Pirro a comentar: “mais uma vitória como essa e estarei definitivamente acabado, derrotado”. Assim, ficaram conhecidas como a famosa vitória de Pirro aquelas conquistas que, aparentemente, até achamos termos obtidos (que ganhamos).

Falei nisso e citei o exemplo dos Cunha Lima para alertar o grupo do prefeito Veneziano Vital do Rego sobre os perigos de certas alianças com forte loby transitando.

Há dentro da equipe de Venezianos colaboradores valorosos que vez por outra acham que o melhor caminho é o mais fácil e esquecem-se daquela máxima de que o barato às vezes sai caro.

Como pode o prefeito Veneziano terceirizar uma candidatura e levar o seu PMDB a uma condição menor no palco da eleição de 2012?

Pregar o apoio a candidata do Grupo Ribeiro é no mínimo desdenhar do esforço do hoje senador Vitalzinho, quando enfrentou todos os grupos da cidade para fazer de Veneziano o prefeito de Campina. Se a eleição é em dois turnos, não faz sentido. Se dentro do grupo tem nomes como Guilherme e Alexandre Almeida, além de Tatiana, Zé Luiz, Walter Brito e Alex no próprio PMDB, por que tercerizar?

Burros seriam Vitalzinho e Veneziano se entregassem a chave da cidade a Aguinaldo Ribeiro, que nunca mais lhe devolveria e ainda consolidaria o desejo de ser o senador de Ricardo Coutinho em 2014.

Querer ser vice de Daniella é um erro primário. Em Campina vai para o segundo turno um candidato de Veneziano e outro de Cássio. Se Daniella quisesse ser a candidata de Veneziano teria que defender a gestão do Cabeludo e isso ela não vai fazer. Quer só o bônus.

Sendo assim, peço aos precipitados e míopes de estratégia que não induzam, por favor, Veneziano e Vitalzinho ao mesmo erro que Cássio cometeu.

Vencer com Daniella Ribeiro seria o mesmo que apostar numa “Vitória de Pirro”. 

Digo mais: em um segundo turno ela vem por gravidade para provar que é da oposição e não vai subir no palaque de Cássio e RC, ou, como é mais provável, desce a Serra e lava as mãos a pedido de Ricardo Coutinho.

Ao invés de mirar no exemplo de Pirro, os que querem Veneziano governador incorporem o exemplo dos 300 de Sparta, na base do vencer ou vencer.