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A mancha do petrolão avança sobre as biografias do Congresso com a desenvoltura de um vazamento de óleo em alto mar. Acaba de atingir um alvo insuspeitado: o neo-senador tucano Antonio Anastasia, um ex-governador de Minas que deve sua trajetória política a Aécio Neves.

No mesmo depoimento em que encrencou o deputado Eduardo Cunha, candidato do PMDB à presidência da Câmara, o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, carregador da mala-pagadora do doleiro Alberto Youssef,  suou seu dedo de delator apontando-o para Anastasia. Disse ter repassado ao pupilo de Aécio umayoussefiana de R$ 1 milhão. Coisa de 2010.

Até aqui, o único tucano citado no escândalo era um morto: o ex-deputado Sérgio Guerra, a quem se atribui o recebimento de propina de R$ 10 milhões. Sempre que se refere ao caso, Aécio defende uma apuração completa, sem distinções políticas ou partidárias. A partir de agora, além do morto, esse discurso alcança Anastasia, que nega ter apalpado verba suja.

Na eterna disputa que trava com o tucanato, o petismo terá em Anastasia um milhão de motivos para contragolpear Aécio. O PSDB ainda não se deu conta, mas nesse tipo de briga com o gambá, mesmo ganhando o contendor sai cheirando mal.