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A Petrobras informou ontem propostas de mudanças em seu estatuto social. Entre as principais alterações está a indicação de executivos com reputação “ilibada”. Ou seja, só poderão assumir cargos na estatal pessoas que não sejam alvo de órgãos de controle interno ou externo.

A estatal lembra, ainda, que futuros diretores não poderão “apresentar qualquer forma de conflito de interesse com a companhia”, além de “não possuir pendências comerciais ou financeiras” e “não possuir contra si processos judiciais ou administrativos em segunda instância”. As mudanças serão submetidas aos acionistas em assembleias gerais, em abril.

– O objetivo é fazer com que as mudanças de transparência na Petrobras após a Operação Lava-Jato continuem, mesmo com mudanças futuras na gestão – disse fonte na estatal.

Há mudanças também entre os membros do Conselho de Administração. A petroleira informou que seus representantes devem “publicar suas conclusões e informá-las ao Congresso Nacional e ao Tribunal de Contas da União”.

Na pauta da convocação das assembleias está, ainda, a aprovação do balanço de 2016, quando registrou prejuízo de R$ 14,6 bilhões. A estatal quer votar os novos indicados para o Conselho Fiscal. A empresa quer aprovar a fixação da remuneração dos administradores, dos membros do Conselho Fiscal e dos Comitês Estatutários. Segundo o documento, o pagamento fixo, sem os benefícios, da diretoria tem remuneração total prevista para esse ano de R$ 12,606 milhões. No ano passado, foi proposto pela estatal um gasto com os oito diretores de R$ 12,382 milhões, dos quais foram gastos R$ 11,734 milhões. Em relação ao gasto que envolve ainda Conselho de Administração e Fiscal, o valor proposto subiu de R$ 28,775 milhões para R$ 28,900 milhões.

Fonte: O Globo