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Existem vários tipos de bonecas e nem todas são da estrela. Em Campina Grande, por exemplo, tem uma que, além de babar geral, morde a fronha, saltita e assobia, sempre que se depara com a espécie masculina a lhe observar numa vitrine de loja de brinquedos.

Estampada em outdoors, a pantera cor de rosa destila por trinta dinheiros a sua sandice e faz pose de galo macho, quando todos juram que é uma galinha pintadinha.

Sempre genuflexo, o bonequeiro nunca perdeu a mania de babar geral as fronhas, mordiscadas pelos trejeitos de quem gosta de pegar com as duas mão no microfone colocado à frente.

O meu leitor pode até me dizer que babar geral a fronha e segurar hipnotizado o microfone condessador com as duas mãos não deveria ser assunto para um blog de política, como o meu.

E tem razão quem disser isso. É que hoje eu tive que mudar um pouco o foco de nossa prosa para escrever essa crônica sobre o mordedor de fronha lá de Campina Grande, que às vezes morde, noutras baba geral.

Dércio Alcântara