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Perdoem a minha ignorância, mas eu não entendo por que, depois de 20 anos, algumas ruas do bairro Ernesto Geisel, em João Pessoa, continuarem sem calçamentos. Passaram os dois Governos Cícero Lucena (PSDB), passaram as duas gestões Ricardo Coutinho (PSB), está passando a gestão Luciano Agra (PSB), e o calçamento do Geisel continua em pleno barro.

Uma das explicações de Ricardo Coutinho, ainda em 2004, foi que àquelas ruas reclamadas constavam na prefeitura como calçada e que a burocracia dificulta a mudança.

Ora, se o prefeito averiguou in loco, se existem fotos, se existem registros de populares comprovando que o calçamento não foi feito, por que dá mais importância para um papel, que a realidade?

Quem duvidar de mim, basta perguntar a qualquer morador do Geisel. As ruas próximas ao Campo do Santos e Campo do Celeste, por exemplo, padecem da falta de um calceteiro (que faz calçamento). Todos os anos a história se repete: no barro a poeira e na chuva a lama, sem falar da buraqueira.

Os problemas se agravam com as chuvas e é lógico, que quando os setores responsáveis da prefeitura tomar conhecimento desse pleito eles vão dizer que ‘após as chuvas’ a situação será resolvida. O fato é: faz 20 anos. O problema não é de hoje.

O Geisel é um bairro esquecido pelo poder público. Atualmente, ele ganhou notoriedade devido à permuta do terreno da Acadepol. Querem construir a Central de Polícia, IPC e Acadepol na entrada do bairro, mas calçamento que é bom..NADA.

Vocês acham mesmo que debater instalação de shopping é priotidade numa comunidade como aquela? 

Ao invés de pavimentar desejos pessoais e inconfessáveis os membros do famigerado Coletivo RC deveriam gonrar o voto de confiança que receberam do povo. 

Mas, como diz um amigo meu: o povo é apenas um detalhe.