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A Operação Esquiva, deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba, resultou em quatro presos, duas armas de fogo, dezenas de munições e uma alta quantia em dinheiro apreendidas.

As prisões aconteceram nos bairros do Castelo Branco e Valentina, em João Pessoa, numa ação das equipes da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) com apoio da Delegacia de Atendimento à Mulher, Delegacia de Crimes Contra Pessoa da Capital e Grupo de Operações Especiais. Segundo informações do delegado Carlos Othon, da Draco, a operação foi deflagrada após 11 meses de investigação, sendo iniciada na noite da segunda-feira (08) e encerrada na manhã da terça-feira (09).

“A Operação tem o objetivo de combater o tráfico interestadual de drogas, armas e munições, com o cumprimento de mandados de prisão e mandados de buscas domiciliares em vários bairros da Capital”, afirmou o delegado.

Em um dos endereços foram apreendidas aproximadamente 200 munições de vários calibres. Ainda foram localizadas duas pistolas e acessórios capazes de transformar os armamentos em submetralhadoras. Os policiais ainda encontraram 1,5 kg de cocaína pura,  porções de  maconha do tipo “skank” e uma estufa para plantio dessa substância.

A Polícia também encontrou cerca de R$ 20 mil em espécie, três veículos, balança, anotações com grandes volumes de dinheiro, aparelhos celulares, máquinas para débito e diversos apetrechos para o tráfico.

“Boa parte desses objetos estava astuciosamente escondidos nos compartimentos dos airbags e painéis dos veículos apreendidos com o grupo criminoso”, afirmou Othon.

Ainda de acordo com o delegado, um dos presos se intitulava como o “Pablo Escobar de João Pessoa”, com tatuagens do seu “ídolo” pelo corpo e fotos (Pablo Escobar foi um traficante colombiano morto em 1993, considerado um dos maiores criminosos do mundo nesse tipo de delito).

A Polícia Civil ainda pediu judicialmente o bloqueio de R$ 100 mil que estão depositados na conta de um dos investigados. “A Draco segue firme com foco na prisão dos líderes de organizações criminosas e, principalmente, enfraquecimento de suas células financeiras com a apreensão dos bens frutos das atividades criminosas e da recuperação de ativos”, destacou Othon.