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Os “Ricardos” querem, os “Ricardos” podem, os “Ricardos” conseguem. A polêmica emenda da permuta de terrenos públicos para a construção de um shopping foi aprovada do jeito que saiu das cabeças dos “Ricardos”.

A oposição fez sua parte e garantiu 17 votos contra; a situação obteve 18 e por apenas 1 voto o patrimônio público vai ser entregue a um empresário de mão beijada, sem licitação.

Ricardo Vieira Coutinho, governador, e Roberto Ricardo Santiago da Nóbrega, empresário, vão se julgados pela história como os “Ricardos” que ascenderam e despencaram pela falta de respeito ao que é público.

Vendo as coisas agora em um instantâneo parece que ambos deram as mãos pelo progresso da Paraíba, mas lá na frente à empáfia a quatro mãos os condenará, pois a cidadania avança e não aceitará essa maneira tacanha de conduzir interesses pessoais.

Hoje, vivemos em uma Paraíba sem Lei e perigosamente os agentes públicos que deveriam vigiar os inquilinos passageiros fecham os olhos embriagados em negociatas, cooptados que foram pela Lei de Gerson.

Assim, os “Ricardos” se acham acima da Lei, deuses pequeninos fora do alcance do que nós pessoas comuns estamos sujeitos.

Tudo que sobe desce, não há ação sem reação, é a lei da física.

Toda Babilônia tem seu dia de cão e nas esquinas da vida não restará esconderijo que possa camuflar os erros de quem desdenha da Lei de Newton.

Assim como tantos, de Nero a Napoleão, de Hitler a kadafi, a história um dia se vinga e muda a fotografia dos personagens de uma galeria para outra.

O bem é o bem e o mal é o mal. E isso é inevitável e implacável. Um dia o trem sai do trilho.