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Euforia é coisa de momento e, mesmo quem é muito frio, nos momentos de torpor diz coisas sem pensar. Foi o caso do governador reeleito Ricardo Coutinho, que naquela noite/madrugada de domingo pra segunda, em meio a uma emoção e outra disse duas coisas que hoje não diria. Podia até pensar em voz baixa, mas não deixaria ninguém ouvir seus pensamentos.

Para meia duzia de interlocutores que brindavam sua vitória Ricardo teria dito a infeliz e pesada frase: “Enterrei Cícero e vou enterrar Cássio, segurando na alça do caixão, como segurei na de Ronaldo”.

E noutro momento o secretário de Comunicação Luís Torres chegou para o governador avisando que uma equipe da Globo estava a caminho para fazer uma entrada ao vivo no Fantástico e do chefe ouviu: “não preciso de Fantástico para aparecer”.

Claro que precisamos descontar que naquele momento de comemoração a euforia da vitória de virada deixava todos à flor da pele, mas o tom desmedido do instante pode nortear os próximos quatro anos.

Circula nas redes sociais a postagem da esposa de um emergente no grupo Girassol, onde a alpinista descabida e deslumbrada manda um recado para o radialista Nilvan Ferreira, ameaçado-o com um “o seu presenteatá guardado” e trata-o como “radialistazinho”.

Repito que precisamos ponderar com um desconto tudo que está sendo dito ou postado aqui e ali.

Desdenhar dos adversários e botar pressão na imprensa não é um bom negócio e o governador sabe como foi caríssima a sua reeleição.

EM TEMPO: às vezes acho que esse governo vive nas barras das saias das esposas, pois tem sempre uma causando. No caso dessa do emergente eu nem vou dizer o nome, que é para ela não ficar, como deseja, famosa.