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Não faz muito tempo e a imprensa ainda era um monobloco, os escândalos eram sufocados por cima, lugar de foto de pobre era na página policial e a de rico na coluna social.

Parecia que a vida bandida ia manter tudo assim quando veio a internet e quebrou esse maniqueísmo.

Eu sei que desperto ódios na mesma velocidade que desperto admiração e só tenho espaço na mídia porque sou dono do próprio nariz.

Muito prazer, cheguei junto com a verdadeira liberdade de imprensa, pois aqui e alhures só publicam o que o patrão deixar e e ele só deixa se tiver vantagens imediatas ou em médio prazo.

Assim como este blog há outros espaços virtuais para guerrilheiros metralharem a mentira e desfraldarem a bandeira da verdade.

Mas, é obvio, isso incomoda, quem estava acostumado a compra o silêncio ou financiar a zoada.

Hoje é a internet quem pauta os demais veículos, já que é ainda mais instantânea que o rádio e qualquer um pode ser proprietário independente de concessão.

Não vou aqui citar nomes para não esquecer nenhum valoroso portal ou blog, mas de Cabedelo a Cajazeiras a macacada ta descendo a ripa e denunciando desmandos nunca antes denunciados.

O lema é o seguinte: vacilou, virou manchete. E acho que com o evoluir da ética e dos acessos cada um vai criar seu próprio manual de redação.

Acinte? Irresponsabilidade? Apenas uma britadeira furando o monobloco que impermeabilizava a bandidagem conforme conveniências financeiras ou políticas. Agora o trunfo é paus e se um camuflar o outro desnuda.

A internet possibilita desde baixarias sobre a vida pessoal via twitter até pesquisa rápida sobre a ficha de qualquer um. Publicar ou não publicar é o que a conveniência de cada um vai decidir.

Amplificamos o que previa Audoux Huxley em Admirável Mundo Novo e disponibilizamos muito mais do que 15 minutos de fama para o cidadão comum, que nos sites e blogs pode ser notícia, noticiar ou comentar a notícia.

Moral da história: andou na linha pega o trem, saiu da linha o trem pega.