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Não vejo, a preço de hoje, nome melhor do que o do prefeito Luciano Cartaxo, do PT, para disputar o governo. E isso tem incomodado o governador Ricardo Coutinho, avesso a tudo que gere sombra, que lhe roube à cena.

Com uma gestão bem avaliada e aberto ao dálogo, Cartaxo contrata concursados, entrega obras e flerta com o futuro.

Claro que antes tem que pular a fogueira da reeleição, mas, no galope que vai, salta na frente de qualquer adversário e não vejo ninguém capaz de encará-lo na disputa.

Como na poesia de Carlos Drummond de Andrade, há uma pedra no meio do caminho de Cartaxo.

Pelas escaramuças do PSB municipal, que deliberou pela não ocupação de cargos na gestão petista na Capital, e pelos recados cifrados de Ronaldo Barbosa e João Azevedo, o prefeito Cartaxo terá que construir uma alça para desviar da pedra no meio do caminho ou cavar um túnel.

Há também a opção de explodir em mil pedaços a pedra que se coloca entre Cartaxo e o seu destino. Mas, me confidencia gente próxima do prefeito, só em último caso.

Dessa opção mais radical surgiria a chapa CC, Cartaxo governador e Cássio senador. 

Mas, como dizem, o futuro a Deus pertence.