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Com todo respeito ao esforço dos heróis anônimos e famosos, mas o nosso Carnaval é pobre. Que me desculpe a franqueza àqueles que trabalharam enquanto muito se divertiam, mas o esforço foi em vão. 

Não acrescentaram nada e o Carnaval de João Pessoa é uma piada amplificada pelos telejornais sem matérias para preencher a grade. Quanto esforço pra parecer que foi bacana. Não foi!

O Folia de Rua é repetitivo, enfadonho e decadente; o Carnaval Tradição é viciado, corporativista e cara de pau. O vexame começa no asfalto e termina na arquibancada. A não ser Muriçocas, Virgens e Cafuçú, com suas falhas reticentes, o resto fracassou. O turista não volta, o morador não suporta mais o caos que provoca no trânsito.

Essa avaliação não é só minha, apesar de ser um dos poucos a admitir a verdade: é ridículo! Mais estratégico talvez seja a idéia de voltar a vender a Capital como balneário tranquilo e sem Carnaval.

Os blocos não se preparam e se acomodaram ao improviso só justificado nos primeiros anos e tem meu apoio aqueles que anunciam desfiliação da Associação Folia de Rua, um quartel general dos parasitas. 

No Carnaval Tradição não percebemos que a única coisa que temos de original são as tribos indígenas, talvez quem menos recebe apoio para prosperar, apesar de ser a única coisa que não é plágio. 

Em nenhum lugar do Brasil existe a apresentação de tribos indígenas. Isso só acontece aqui e ninguém cuida de fomentar, difundir.   

                                            

A passarela da Duarte da Silveira mais parece um castelo assombrado de tão escura e imprópria que é. O poder público aumenta a esmola oficial, mas não providencia iluminação profissional. 

Percebam que a preocupação é com o cala a boca e não com o fomento. As La ursas deixaram de circular pelos bairros no sense e agora fazem fila para desfilar uns pros outros. É patético! 

Imaginem que eu encontrei Lis, um dos fundadores do Folia de Rua e seu ex-presidente, quase solitário em frente ao MAG Shopping ultimando preparativos para a saída do seu bloco “Cordão do frevo rasgado”. 

Ponderem: se Lis que foi dirigente estava abandonado daquele jeito imagina o resto? 

Mas, não podemos culpar a Prefeitura ou o Governo do Estado pela decadência. A maior culpa é dos dirigentes dos blocos e caciques do Carnaval Tradição. 

Essa cultura do pires na mão, e a mistura do movimento de política comunitária com a cultura, fez de nosso Carnaval essa coisa esquálida que no máximo desce, ou é empurrado a descer, de carrinho de rolimã a Epitácio em direção a praia e só. 

Na Duarte da Silveira tenho a impressão que todo mundo ali é cabo eleitoral; uns desfilam outros aplaudem e outros organizam, como se o nosso carnaval fosse no máximo uma claque.