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Já imaginaram um hospital público numa cidade com mais de 100 mil habitantes não ter um cirurgião de plantão no final de semana? Isso acontece na Paraíba e no Hospital Regional de Patos. E, tem mais, quase sempre.

Se alguém levar um tiro ou uma facada terá que ser removido para Campina Grande e ainda ir na ambulância rezando para que no Trauma de lá tenha um cirurgião de plantão.

Essa é uma situação que se repete em várias cidades paraibanas onde a rede estadual de saúde finge que funciona, mas vive de fachada e as vezes até fechada mesmo.

Hoje na Paraíba só uma coisa irrita mais a população do que a violência. O desamparo dos hospitais públicos. Quando tem médico, não tem medicamento. Quando tem ambos, também tem bactérias e o paciente corre riscos de morrer por uma infecção.

Encontrar um cirurgião nos finais de semana no Regional de Patos equivale a tirar na loteria. Ganhou, vive; perdeu, morre.