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O Governador Ricardo Coutinho tem usado uma prática reprovável pela sociedade para demitir prestadores de serviços e pró-tempores com significativo tempo de serviço prestado. Muitos desses servidores trabalham nas escolas da rede estadual nas funções de vigias, merendeiras, auxiliares de serviço gerais e apoio pedagógico.

Para constrangimento de todos, no último dia 16/03/12, vários servidores da Escola Estadual José Miguel Leão, do Distrito de São José da Mata, em Campina Grande/PB, procuraram o escritório da ASPRENNE – Associação dos Servidores Públicos das Regiões Norte/Nordeste  para afirmar que o governo havia exonerados os prestadores de serviço, sem que os mesmos fossem notificados, apenas tiveram os seus salários subtraídos, mesmos a direção do colégio afirmando que os mesmos trabalharam normalmente.

O vigia Antonio Nogueira, 65 anos de idade, com 20 anos de serviço prestado, foi uma das vítimas da impiedade do governador, para seu Antonio, “pegam a gente na covardia, muitas vezes a gente tendo que trabalhar com um pedaço de faca velha e um pedaço de pau para proteger a escola, vendo a hora perder a vida, e o governador pega a gente na covardia, suspende o nosso salário”.

Outro depoimento de cortar coração foi o da servidora Margarida da Costa Sousa, 66 anos de idade e com 20 anos de serviço prestado: “quantas pessoas estão com as mãos na cabeça, com suas contas para pagar, depois de tantos anos, hoje nos encontramos nesta situação”. Para a Servidora Marlene de Araújo Santos, 50 anos de idade e com 23 anos de serviço prestado na citada escola: “É muito revoltante, passar dois meses sem receber um real para comprar um pão, mesmo a diretora da escola garantindo que a gente iria receber o salário. Só a gente sabe o quanto trabalhamos, obrigadas a trabalhar 8 horas, muitas vezes arrastando o traseiro no chão para arrancar chiclete”. Para a servidora Josefa da Conceição, 60 anos de idade e com 23 anos de trabalho, foi outra demitida sem aviso prévio, para ela, o eu nos resta é a “humilhação e desamparo. Como pagar nossa água e a luz, mesmo tendo trabalhado. Como pagar a farmácia e fazermos a nossa feira, o governador pensa que só quem trabalha e se alimenta é ele?”, finalizou a servidora chorando aos prantos, parecia mais uma criança, quando alguém toma o seu mais delicioso pirulito.