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O governador Ricardo Coutinho gosta de se dizer republicano, probo, o último biscoito do pacote, aquele que determina a nova política, repetindo sempre que sua gestão está livre dos vícios do que considera o passado.

Será? Com dezenas de denúncias de corrupção em sua passagem pela Prefeitura de João Pessoa e nos primeiros quatro anos como governador, ele caminha para cair no lugar comum de todo político falastrão. O que diz no palanque não pratica na gestão.

Em Patos, por exemplo, acaba de nomear para dirigir  a maternidade Peregrino Filho um desses expoentes do que considera moderno e limpo, politicamente correto. Falo do médico Odir Pereira Borges, protagonista de um escândalo com vítima fatal cuja repercussão foi nacional e até hoje a dor não sai da memória do povo da região.

Para refrescar a memória, volto no tempo e republico a denúncia que saiu no site Patos em Foco no dia 9 de abril de 2013, conforme segue abaixo:

Depois de quase 12 horas com problemas para dar a luz ao seu segundo filho, a jovem Lídia dos Santos Pereira (foto), 21 anos, residente no Conjunto Bivar Olinto, em Patos, morreu na Maternidade Dr. Peregrino Filho. A morte da jovem, que estava no nono mês da gravidez, deixou o pai em desespero, pois a sogra da vítima, a senhora Severina Araújo Pereira, que é enfermeira, disse que presenciou a angústia da sua nora pedindo para não deixá-la morrer, pois já havia perdido bastante sangue e as forças tentando ter a gravidez normal como queria o médico.

Ao receber a notícia da morte da esposa, o marido, que não teve o nome revelado, entrou em desespero e ameaçou matar os responsáveis pela morte. Policiais militares foram acionados pela direção da Maternidade para conter o marido que, segundo relatos, iria buscar uma arma de fogo para executar o médico.

Os familiares acusam o médico Dr. Odir Pereira pela negligência no parto. Segundo relatos da sogra, o médico apelou para um parto normal quando o quadro era de complicações na gravidez. Após uma profunda hemorragia e dilacerações na genitália devido à força para expelir o bebê, a vítima não resistiu e faleceu por volta das 18:00h.

O bebê sobreviveu e está na Unidade de Terapia Intensiva – UTI da Maternidade. A reportagem buscou ouvir os diretores para ouvir a versão sobre o fato, mas após aguardar não obteve respostas.

Com Jozivan Antero – Patosonline.com