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A jornalista Lena Guimarães saiu do silêncio e deu uma extensa entrevista ao jornalista Clilson Júnior, do portal Clickpb.
Na entrevista, Lena conta todos os bastidores do governo e da campanha de José Maranhão, seu relacionamento com nomes como Gilvan Freire e Gervásio Maia, com a imprensa paraibana e diz que agüentou muita coisa calada até agora, por uma questão ética, mas que se tiver que recorrer à Justiça para reparar alguma acusação infundada, assim fará.
Confira abaixo a entrevista na íntegra:

Lena, você queria ser Secretária de Estado? Esse era um sonho?

Não. Nunca sequer pensei nisso. Meus sonhos sempre foram direcionados ao setor privado. Cheguei até a recusar convites, antes do feito pelo governador Maranhão. E vou citar o de Cícero Lucena que quando se elegeu me premiou com essa distinção. Apesar de me sentir extremamente honrada, tinha iniciado um trabalho na editoria geral do Correio que queria concluir e ele entendeu.

Quando cheguei de Cajazeiras para cursar graduação em João Pessoa, terra do meu pai, trazia na bagagem muitos sonhos e a certeza de que precisaria de muita dedicação e determinação para realizá-los. Comecei com sorte. Em menos de dois meses recebi uma oferta de trabalho do grande jornalista João Manoel de Carvalho, então diretor do Correio da Paraíba, que deu-me a honra de conviver e aprender com profissionais já consagrados como Aluizio Moura, Walter Galvão, Severino Ramos, Sebastião Lucena, Nonato Guedes, entre outros. Ele comandava uma equipe que tinha orgulho do jornalismo combativo que praticava, apesar das dificuldades financeiras que a empresa enfrentava.

Por necessidade, passei a acumular um outro emprego, em A União. Da universidade, onde estudava pela manhã, saía direto para o Correio da Paraíba. À noite ia para A União, outro celeiro de grandes valores da imprensa paraibana. A redação era comandada por Agnaldo Almeida e lá estavam também meu saudoso amigo Arlindo Almeida, Frutuoso Chaves, Josinaldo Malaquias, David Diniz, Fernando Melo, Gustavo Rodrigues e o mestre Gonzaga Rodrigues.

Passei por outras redações, inclusive Folha de S. Paulo e Jornal do Brasil, mas na minha bagagem sempre levei os valores éticos e as lições que aprendi nesse início de vida profissional. Ocupei diversos cargos nas redações. Fui repórter, repórter regional, chefe de reportagem, redatora, editora setorial, editora executiva, editora geral e diretora de jornalismo. E esses cargos (e todos os meus ex-chefes estão vivos, graças a Deus, e podem confirmar) eu conquistei com meu trabalho, dedicação integral e resultados positivos.

Meu sonho maior era ser correspondente internacional, cobrir os grandes fatos do mundo. Mas, ser mãe foi uma viagem muito mais gratificante, uma realização que compensou e superou qualquer satisfação que pudesse ter nessas aventuras.

Não é fácil ainda hoje para uma mulher ocupar cargos de chefia. Você teve “padrinhos”?

Meu “padrinho”sempre foi minha capacidade de trabalho. Enquanto muitos estavam passeando, eu estava estudando ou na redação, trabalhando, fosse sábado, domingo, Natal, Ano Novo, Carnaval, Semana Santa… Sempre achei que tinha que dar o exemplo e estar presente se queria o sacríficio da equipe nesses dias.

Não tem badalações? É só trabalho e trabalho?

Só Deus e eu sabemos a que tive que renunciar. Sucesso tem preço e o meu foi dedicação, superação permanente. No Correio, por exemplo, eu trabalhava até 15 dias seguidos sem folga, por conta do fechamento da edição da segunda-feira. O leitor, que paga por informação, tem o direito de receber um produto de qualidade, “quente”. É o primeiro dia da semana e o jornal tem que preparar o leitor para o que vai acontecer, antecipando o que puder. Mas a satisfação de fazer bem supera tudo. Acho que valeu a pena.

Foi assim que o CORREIO conquistou a liderança do mercado de jornal?

Liderança é resultado de um conjunto de fatores. A qualidade do produto é um deles, e sem dúvida o mais importante, mas se o leitor não encontrar o “melhor” nas bancas, comprará a alternativa. Então, distribuição também é fundamental, assim como o comercial e o marketing, o administrativo criando um ambiente saudável, e todos dependem de uma equipe comprometida. A que liderei lá só me deu orgulho pelos resultados obtidos, principalmente em imagem positiva para o grupo. Aprendi que sucesso é sinônimo de equipe focada em objetivo comum. Sempre trabalhei em equipe.

Também na política foi possível trabalhar em equipe?

É uma atividade muito competitiva e no período eleitoral a coisa fica mais complicada porque são muitos interesses conflitantes. Cada candidato passa a ser adversário do outro, mesmo filiados a uma só legenda, se estiverem concorrendo numa mesma área. E como em briga de marido e mulher, quem se colocar entre eles é quem sofrerá consequências. Mas apesar dessa competitividade, existe também amizade e respeito.

Por que aceitou o convite de José Maranhão para ser secretária de Estado da Comunicação?

O momento histórico do Estado, o meu momento e principalmente porque conhecia o governador José Maranhão dos outros governos, admirava sua capacidade de administrar, sua tenacidade em dotar a Paraíba de infraestrutura para o desenvolvimento, o seu caráter e espírito democrático. Confiava nas suas intenções e projetos para a Paraíba. Depois, porque era um privilégio servir ao meu Estado, ainda mais com esse convite tendo também o aval de uma mulher que aprendi a admirar por sua grande inteligência: dra. Fátima Bezerra Maranhão. O convite me foi feito ainda em Brasília, durante um jantar com o casal. Estava comemorando o aniversário de um irmão quando recebi o telefonema e não fazia ideia de que fosse para compor o novo governo.

Você sabia o que iria enfrentar?

Não. Sendo muito sincera, não. Não sabia que os sacrifícios seriam proporcionais a honra com a qual o governador me distinguia. E não foi porque encontramos a Secom sem orçamento em 2009 e, por força da legislação eleitoral, enfrentamos a mesma dificuldade orçamentária em 2010. A falta de dinheiro para investir nos meios de comunicação só foi um detalhe. Descobri que ainda existem pessoas que praticam a filosofia segundo a qual os fins justificam os meios e que vale tudo, qualquer arma, mesmo a calúnia, para se conseguir o desejado, isso sim, foi e é decepcionante.

Os problemas foram por conta da verba publicitária?

A Bíblia ensina que não é impossível esconder a verdade por todo o tempo. “Porque não há coisa encoberta, que não haja de ser manifestada; nem escondida, que não haja de saber-se e fazer-se pública. (Lucas, VIII: 16-17)”. Essa promessa é a minha esperança: a verdade um dia brilhará assim como a luz do sol. Vejamos: o dinheiro era pouco em relação aos anos do governo anterior e, em contraponto, houve o fenômeno da explosão de sites e outras mídias, como revistas especializadas e rádios em todo o Estado. As novas tecnologias, que chegam de forma rápida e preço acessível, estimularam esse movimento. Os sites dos grandes grupos de comunicação sediados na Capital têm um peso no Estado, mas não é possível ignorar os regionais, pois são os que atendem as necessidades de informação dessas populações. Então, o número de empresas buscando anúncios do Estado cresceu, mas a verba diminuiu. E todos queriam manter o volume de faturamento que já tinham. Como fazer essa mágica? Estabelecendo o critério técnico/democrático (audiência e circulação), que foi aplicado pelas agências habilitadas em licitação. Muitos queriam um outro tratamento, mas infelizmente não tínhamos condições de dar. Mas o esforço foi feito para atender democraticamente a todos. O lençol era muito curto e paguei o preço de não poder atender as aspirações de todos. Mas hoje se o governo quiser, pode, pois o orçamento proposto para este ano por JM levou em conta os valores praticados na administração anterior e também a nova realidade da Paraíba.

Você privilegiou algum grupo?

Quem diz isso usa de má fé. O critério técnico resulta em mais ou menos o seguinte: a TV Cabo Branco, líder em audiência cobra um preço maior, pois o anúncio alcança mais pessoas, assim como em jornal é o caso do Correio da Paraíba, que cobra bem mais que os seus concorrentes por ser o líder de mercado. Uma rádio tem 50-60% em um horário e a outra, 10%. Onde você investiria? Com dinheiro sobrando, em ambas, de forma forte, mas com pouco, você daria mais atenção a que levaria sua mensagem a mais pessoas. É uma decisão que todo empresário toma todos os dias, de forma natural, mas que quando se trata de governo é questionada. Uma pena. A meritocracia para alguns só é boa nos discursos, mas na prática causa problemas pois não contempla interesses subalternos.

E você tinha tempo de acompanhar o governo, atender a imprensa e cuidar das Finanças da Secom?

Não. Quem cuidava de toda a parte administrativa e financeira era o secretário Executivo, Genésio Sousa, um profissional muito competente e que teve minha confiança ilimitada. Jornalista experiente, advogado, funcionário do TCE e escolhido pelo governador, ele tinha todas as credenciais para o trabalho. Era dele a “chave do cofre”, ou melhor, do controle, porque do cofre só quem tinha era o secretário Marcos Ubiratan.

Antes da campanha, a oposição considerava você a auxiliar mais competente do governo. Mas, com a chegada do período eleitoral, acusava você de controlar a mídia, vetar a participação dos opositores em programas de rádio e pedir a demissão de profissionais. O que existe de verdade?

– Outro dia soube que um deputado denunciou que foi censurado em uma empresa e pensei: será que vão culpar Nonato Bandeira? A vida de Secretário não é fácil como se pode pensar. Eu entrava na Secom às 9 h e saia depois de 21 h, todos os dias. Atendia a todos. Meu telefone estava acessível a todos e fui muito elogiada por isso. Do mais importante jornalista da Capital ao da menor cidade, todos tinham meu número e eram atendidos. Mas, não consegui a unanimidade. O elogio ninguém repete, mas a crítica, essa tem asas. Por formação eu jamais faria isso. Meu relacionamento com os veículos sempre foi respeitoso. Sempre pedi espaços para divulgar o governo e para o contraponto, pois essa é a regra do bom jornalismo. Houve um episódio que o próprio profissional desmentiu depois e eu tenho a fita guardada… Agora, depois da campanha, com a vitória de Ricardo Coutinho, um outro profissional, que não perdeu o emprego, mas queria fama e a atenção dos vitoriosos, tentou me atribuir esse pecado. Mas, se as minhas custas ele ganhou alguma coisa, fico feliz. É gratificante fazer o bem.

Entrei e saí da Secom sem perseguir ninguém, sem mandar nenhum profissional ficar em casa porque não votou em Maranhão. A propósito, um outro colega, que recebeu informação distorcida, chegou a me culpar quando Marcus Ubiratan demitiu a sua filha, que por sinal eu tinha indicado para aquela assessoria, mas que ele avaliou que não correspondia ao que desejava para a sua pasta e substituiu sem me avisar. Só soube quando me informaram de um artigo, aliás muito pesado, e infelizmente para ambos, muito injusto.

Você preferiu o silêncio quando foi acusada. Por que ficou calada tanto tempo?

– Estávamos numa campanha eleitoral e a oposição de então queria a todo custo criar polêmica. Se o governo ia bem e o governador José Maranhão liderava nas pesquisas, meu papel era não permitir marola. Suportei calada – o que não é do meu temperamento -, mas que era o certo naquele momento. Agora não tenho mais amarras, ninguém mais para proteger e quem falar vai ter que encarar o contraponto e se for o caso, a Justiça. Sou mulher, sou frágil fisicamente, mas é para proteger pessoas como eu que temos o Judiciário.

Quem são essas pessoas?

Vou dar mais uma demonstração, agora fora do governo, de que ainda quero paz, e não vou citar por enquanto ninguém. Eu tive em mãos, por exemplo, documentos, cópias de processos de críticos do governo envolvidos em crimes. Recebi muitos documentos, mas entendi que como secretária de Estado não seria ético responder dessa forma. Quando se está no poder todos querem lhe agradar e foram muitas as informações que me mandaram de Cajazeiras a Cabedelo… Nenhuma foi usada. E os motivos dessas críticas eram interesses contrariados. Não persegui e não permiti perseguição, conviver e respeitar foi regra. Agora, infelizmente, foi impossível agradar a todos. Especialmente -e esse é um caso diferente – aos que tinham vínculos politicos e defendiam projetos alternativos. Faziam o papel deles e continuam fazendo, como eu fiz o meu. A isso chamamos democracia.

Seu trabalho contribuiu decisivamente para projetar José Maranhão, mas você não participou do primeiro turno da campanha. Por quê?

Uma parte da equipe ficou no governo e outra saiu para a campanha. Eu fiquei. Creio que trabalhamos certo, projetando o esforço de toda uma equipe. O governo todo gerou resultados excepcionais. Como esquecer o papel de Sales Gaudêncio, José Maria, Francisco Sarmento, Antônio Fernandes, Gominho, Roosevelt Vita, Giucélia Figueiredo, Marcus Ubiratan, Marcelo Weick e depois Inaldo Leitão, Leo e Renato Gadelha, Alselmo Castilho, Fernando Milanez, Ana Claudia do Rêgo, Carlos Mangueira, Dada Novais… Nossa, corro o risco de esquecer nomes. Todo o governo trabalhou e muito. O meu papel era dar visibilidade a esse trabalho e receber a avaliação dos paraibanos. Entregamos a equipe da campanha um governador com mais de 50 % de aprovação e com 23 pontos percentuais a frente do concorrente nas intenções de voto, segundo o Ibope (e para os caluniadores de plantão, esse instituto jamais foi contratado pelo governo).

Gilvan Freire, que chegou a ser anunciado como coordenador da campanha, em entrevista acusou você de queimá-lo. Disse que você também “tramou” contra o então líder Gervásio Maia. Qual é a verdade?

Eu respeito e admiro Gilvan Freire, a quem reputo um dos homens mais inteligentes da Paraíba. Contudo, creio que está sendo vitima da turma que sabe jogar, que transfere a culpa de seus atos questionáveis… O que eu ganharia queimando Gilvan? Quem é burro o suficiente para arranjar um inimigo gratuitamente? E logo eu, que o conheço de perto, pois acompanhei seu trabalho parlamentar, o poder de sua fala, iria comprar uma briga sem ganhar nada? Eu não tenho essa sede de poder. Inimigo só os que não podemos evitar. Minha tristeza foi por ele não acreditar, e pior, propalar que JM não foi a uma entrevista no Conexão Máster por minha influência. Ele conhece JM e sabe que ele não se deixa influenciar. Ele não foi porque estava com pelo menos uma dezena de prefeitos para receber e ainda iria gravar o último “Palavra do Governador” e já passava de 20 h. E como entrei nessa história? Recebi um telefonema de Walter Santos perguntando se o governador iria ao programa e respondi que não sabia pois não constava na agenda. Estava aguardando ser recebida, mas a prioridade era para os políticos. Liguei então para Gilvan perguntando se ele tinha acertado alguma entrevista, falei que não constava na agenda, e avisei como estava a fila e sobre o nosso programa. Ele disse que falaria direto com JM e falou. Para minha surpresa, levei a culpa também por essa ausência. Fiquei tão triste por ele, que me conhece, me atribuir também essa, injustamente, que para não dizer o que não devia deixei de falar com ele. No governo, mais especialmente durante a campanha, a minha disposição era a de contribuir para a unidade, não para a discórdia. Nunca coloquei, ao contrário de outras pessoas, os meus interesses pessoais a frente dos do governador. Mas, isso passou. Como tudo, essa fase acabou e agora a minha determinação é de não deixar nada sem resposta. O que eu puder esclarecer, eu vou. Muitos confundiram silêncio estratégico com fraqueza, acharam que podiam me atacar para atingir o governo sem fechar portas, e outros até usaram expedientes piores. Mas, tudo tem limite. Tomando emprestado a frase de Claudio Humberto, quem bater prepare-se para ouvir.

Você sabe por que Gilvan não foi o coordenador da campanha?

Quando o governador anunciou Marcelo Weick para a coordenação geral, apoiado por Otto Marcelo e Ruy Bezerra, se a memória não me falha, Gilvan já tinha anunciado que seria candidato. Sempre achei que Gilvan tinha decidido isso em acordo com JM.

E você? Também não disputava o comando?

Não. Confesso que no começo fiquei muito triste por ficar de fora da equipe, até enciumada, porque queria estar na campanha, próxima das decisões, ajudando José Maranhão a levar suas propostas para o Estado. Não comandando, pois o trabalho era político, mas ajudando no marketing e na comunicação… Tinha trabalhado muito até ali nessa imagem, só não conhecia mais do que JM o que acontecia no governo… Mas já tinha muita gente competente na campanha e o meu papel foi ficar no Governo. O governador, em respeito à legislação eleitoral, separou muito bem as duas atividades e exigiu igual compromisso de todos os auxiliares. Contudo, depois tirei férias e uma licença e ajudei. Quando muitos cruzaram os braços no segundo turno, eu fui à luta por acreditar no projeto de Maranhão para a Paraíba. Tive a honra de trabalhar ao lado desse estadista, e sei de sua capacidade, sua grandeza de espírito, sua generosidade, sua paciência e espírito público. Seu exemplo sempre me comove. Aprendi muito com ele, principalmente a perdoar. É um político de coração limpo, sem mágoa, sem rancor. Só pensa o bem. A Paraíba, passada as paixões naturais do processo eleitoral, que ainda persistem em nosso Estado, vai reconhecer o tamanho de sua contribuição para o engrandecimento do nossa Paraíba e melhoria de vida do nosso povo. E o governador Ricardo Coutinho mostraria grandeza não permitindo que essa contribuição seja escondida.

E você tramou contra Gervasinho?

Tramar? Meu Deus, porque eu faria isso? Com que objetivo? Desafio qualquer pessoa a provar que eu tenha feito qualquer referência negativa sobre ele, quanto mais tramar. Outra vez a pergunta: por que eu faria isso? O que eu ganharia com isso? Quem levou essa estória foi certamente o autor da trama. Sempre tive o melhor relacionamento com Gervasinho e contei com sua colaboração sempre que precisei. Não só dele, mas de toda a bancada que liderava. Mas com um governador que estava com a reeleição assegurada pelas pesquisas, muitos queriam mostrar serviço, aparecer. Quem temia minha amizade com os deputados? Quem temia a concorrência a esse ponto? Bom, se alguém tentou comprometer esse relacionamento, espero não ter conseguido. Mas, pelo sim pelo não, vou até ligar para Gervasinho (rsrsrs).

Quer dizer que tinha uma ou algumas sombras espalhando a discórdia?

– Não sei que nome dar a quem calunia, só sei que fui um alvo porque silenciei, agüentei calada todos os ataques e alguns ficaram achando que eu ficaria calada para sempre. Pois estão enganados. Não quero briga, mas se não tiver alternativa, vou para o contraponto ou para a Justiça, repito.

E agora, quais são seus planos? Ficar no setor público, voltar para o privado?

Trabalhar, trabalhar e trabalhar. Sou jornalista, sou advogada, tenho especialização em Marketing e em Finanças, muita experiência e graças a Deus, muitos casos de sucesso para respaldar meu futuro, além de uma vontade enorme de produzir e continuar colhendo bons frutos.