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O clima de tensão entre os candidatos a prefeito de Pedras de Fogo levou a juíza da 44ª Zona Eleitoral, Higyna Josita Simões, a pedir tropas federais para reforçar a segurança no município. O pedido foi encaminhado ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, desembargador José Ricardo Porto. No ofício, a magistrada argumenta “o clima de insegurança e de terror que permeia o dia-a-dia do município de Pedras de Fogo, a exemplo de assassinato, ameaças, compra de votos e de agressão a eleitores por parte de agentes político”.

Ela chega a citar os assassinatos de Manoel Mattos (PT), ocorrido em 2009, e de Adson Mattos, este ano. Este último vinha fazendo denúncias contra o atual prefeito e foi morto a tiros. Também alega que a Polícia Militar tem número limitado de integrantes, o que dificulta o cumprimento de atos da Justiça Eleitoral. Além disso, a juíza alega que não existe delegacia aberta nos fins de semana na cidade, período onde mais ocorrem os atritos. E o plantão se dá na cidade de Alhandra, distante mais de 30 km.

Três candidatos disputam o comando de Pedras de Fogo. Mas, dois deles, Lucas Romão (Cidadania), apoiado pelo atual prefeito, e Manoel Junior (SD), têm polarizado a campanha eleitoral nas ruas com clima constante de tensão e até brigas. Também está na disputa, Leonardo Barros (PDT).

Por fim, a juíza Higyna Josita relata “o consumo exacerbado de bebida alcoólica nos atos eleitorais, prática de infrações de trânsito, aglomerações e realização de eventos em descompasso com as determinações da Justiça eleitoral, o que já ensejou a atuação deste juízo por diversas vezes”.