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Feito santo em quarto de rapariga, Cássio finge que não tem culpa do desastre da gestão RC

Se os números da violência assustam por que trazem consigo uma estatística medida a litros de sangue, o que dizer da demagogia do discurso de quem reclama da violência e pede providências jogando para a platéia, mas quando foi governador deixou essa praga se alastrar e crescer 208%?

Cássio é o que popularmente chamamos de santo em quarto de rapariga. Tudo ver, sabe da safadeza toda, mas faz vista grossa por que tem sempre uma velinha acesa pra ele.

Por que de uma hora para outra o senador rompeu um silêncio conivente de três anos para reclamar num discurso oportunista, populista e descarado?

Talvez os paraibanos não saibam, mas Cássio recebeu o governo de Maranhão em 2002 com uma taxa de homicídios de 17,37% ao ano, exatas 607 mortes.

E o que fez? Quando Cássio teve a oportunidade não fez muita coisa e sua política de segurança pública foi tão negligente quanto a de Ricardo Coutinho.

Se não, vejamos: em 2009, a taxa de homicídios no governo Cássio foi à 33,50% ao ano, exatas 1263 mortes, o dobro do que recebeu em 2002, um aumento de 208%.

E não fui eu quem inventou esses dados, mas eles foram levantados pelo Anuário do Ministério da Justiça.

Desse modo, o discurso de Cássio vem com verborragia demagógica de quem é parte, mas faz um teatro de que está à parte, como se os paraibanos fossem cegos.

O candidato que Cássio apresentou aos paraibanos e venceu a eleição de 2010, também teatralizou uma indignação fulgaz e teorizou a derrubada da violência por decreto.

Ricardo Coutinho prometeu acabar a violência em um mês e um ano depois de eleito a taxa de homicídios subiu para 43,3%, exatas 1633 mortes, uma estatística à base de litros de sangue derramado, que fez a violência crescer, ao invés de recuar, como as promessas que o candidato de Cássio pregava.

Santo em quarto de rapariga, Cássio agora prega um novo milagre e se achando o ungido pede para os paraibanos virarem a outra face para ele ou Ricardo Coutinho continuarem promovendo o Armageddon e o povo acreditando em milagres.