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Estendo o voto de solidariedade a todos que não se dobram, não se vendem e, com altivez e dignidade, não se calam

A solidariedade que recebo dos deputados estaduais, que ontem aprovaram voto de solidariedade a este signatário pelas perseguições que venho sofrendo por parte do Governo Ricardo Coutinho, estendo agora e compartilho com todos os colegas que no batente fazem do exercício da profissão a vigília permanente e corajosa do direito de se expressar livremente.

Não se concebe que em pleno século XXI tenhamos que empunhar bandeiras por coisas que já foram conquistadas e são elementares.

Quando denuncio desmandos e atitudes suspeitas de quem governa sob fiscalização dos poderes e da imprensa, faço em nome do cidadão que confiou o seu voto, mas não fechou os olhos e quer que nós jornalistas investiguemos e tornemos público os erros e também os acertos.

Expostos a todo tipo de pressão e assédio moral nas redações ou nos estúdios das rádios, jornais, TVs e sites, nós jornalistas carregamos o fardo de sermos a ponta da corda esticada prestes a arrebentar.

Não há como fazer jornalismo e informar a sociedade sem liberdade de imprensa, pois a verdade desagrada mais do que agrada.

Mesmo assim, estamos aí e, em nome de todos que não podem se manifestar por medo ou pressão nos corredores das empresas, venho aqui de público dizer aos 36 parlamentares da Assembléia Legislativa, muito obrigado.

Nós, no plural, agradecemos.