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Nosso blog tem se constituído numa caixa de ressonância onde a sociedade civil organizada encontra espaço para repor a verdade. numa época onde a imprensa foi garroteada pelos 32 milhões da SECOM de Ricardo Coutinho e só divulga o que agrada ao governador.

Abaixo, transcrevo carta do ex-secretário executivo de Agricultura do Estado, José Alves, que também foi adjunto da Superintendência do Ministério de Agricultura.

Ele denuncia a forma arbitrária e pouco democrática com que o presidente da Câmara de Vereadores de Pombal, Rogério Martins, tratou uma Sessão Especial para debater acrise na agricultura com o fenômeno da seca  e a categoria em tela. Teria Rogério contraido o mesmo vírus da doença que acomete a prefeita e faz ele querer distância dos pobres?

Leiam e tirem suas conclusões: 

“Ontem 15 de março a Câmara Municipal de Pombal, por propositura do Vereador José Willames (PMDB) tentou realizar uma AUDIENCIA PUBLICA para discutir e aprovar documento reivindicatório com ações EMERGENCIAIS que visassem minimizar o sofrimento do Homem do campo e seu rebanho. Uns poucos presidentes de associações rural do município de Pombal compareceram, demonstrando assim a desconfiança, pois inúmeras reuniões são realizadas e nada é concretizado, o que não foi diferente desta vez.

O Presidente da casa foi quem presidiu a reunião, o que por via de regra deveria ter sido presidida por um legítimo representante dos agricultores, mas, o presidente Rogério Martins (PSB), não só presidiu como na instalação da Audiência fez menção ao Regimento Interno da Casa determinando que cada participante tivesse apenas 10 minutos para expor, o que não condiz com uma AUDIENCIA PUBLICA, já que a definição para este ato é na verdade: Uma reunião pública informal. Aonde todos na comunidade são convidados a comparecer, dar suas opiniões, e ouvir as respostas de pessoas públicas e governantes. 

O que os agricultores presenciaram na verdade foi uma reunião especial da Câmara e não uma Audiência Publica, pois o Presidente da casa sem ter formação e informação sobre como conduzir tal ato, realizou a maior descriminação da historia, pois ele com critério próprio selecionou quem iria falar, o que aconteceu foi que a reunião que iniciou por volta das 17 horas, seguida de várias palestras, que na verdade nem palestra foram e sim uma propaganda institucional dos governos municipal e estadual.

Só por volta das 20:30 horas é que foi permitido falar 2 (dois) agricultores de Pombal e mesmo assim quando da intervenção do agricultor presidente da Associação Rural de Várzea Comprida dos Leites, o secretario de agricultura do município de Pombal o jovem e ex-vereador Felipe Paixão tentou de todas as formas inibir o produtor com gritos, descordando das suas cobranças, que ele considerou-as injustas, e as cobranças eram apenas pedindo água para o consumo humano de uma comunidade de mais de 70 famílias. O que nos deixou estarrecido foi a forma passiva e conivente de TODOS vereadores daquela casa que estavam presentes, pois em suas falas depois de todo teatrinho montado pelo presidente daquela casa sequer defenderam o ÚNICO produtor e porque não dizer o único participante falante que realmente falou como se estivesse em uma AUDIENCIA PUBLICA. 

Como cidadão, ex-secretário executivo de agricultura do Estado da Paraíba, venho de publico trazer a indignação não só minha, mas, dos produtores que ali estiveram e se retiraram quando perceberam a encenação. Depois de tudo isso e algo mais, peço a Ministério Público que fiscalize as despesas realizadas para tal ato por aquela casa legislativa, e que para honrar e respeitar o sofrimento dos agricultores e seus rebanhos, possa determinar que seja devolvido aos cofres daquela instituição toda e qualquer despesa, pois o ato foi pensado, não para buscar soluções para a problemática da seca e sim para fins políticos eleitoreiros.

Pombal – PB, 16 de março de 2013

José Alves Nóbrega
Ex-secretário Executivo de AgriculturaDo Estado da Paraíba”