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Por mais de duas horas, o eleitor paraibano teve a oportunidade de conhecer as propostas dos seis candidatos a governador da Paraíba durante debate promovido pela TV Correio na noite desta sexta-feira (26).

Os postulantes ao Palácio da Redenção responderam perguntas sobre educação, saúde, segurança pública e seca, e tiveram a oportunidade de confrontar ideias.

O debate foi dividido em cinco blocos e mediado pelo jornalista Heron Cid.

Confira os detalhes do debate:

Primeiro bloco

O primeiro bloco foi de perguntas entre os candidatos. Por ordem de sorteio, Major Fábio (PROS) iniciou a rodada de perguntas e indagou o governador Ricardo Coutinho (PSB) sobre o descumprimento do pagamento de reajuste salarial aos servidores públicos acima da inflação, como ele havia prometido quando se candidatou em 2010.

Ricardo Coutinho garantiu que concedeu reajuste salarial aos servidores públicos acima da inflação, apesar de ter encontrado o estado numa situação crítica, segundo ele. O socialista afirmou que paga o 14º e 15º salários aos professores e também garante bonificações para os policiais que reduzem os índices de criminalidade e lembrou que criou a data-base para reajuste de servidores.

O segundo a perguntar foi o governador Ricardo Coutinho que questionou o senador Cássio Cunha Lima sobre gastos com passagens aéreas e aluguel de jatinhos.

Em resposta a Ricardo, o tucano assegurou que todas as despesas foram legais e acusou o socialista de fugir do debate que visa apresentar propostas para melhorar a Paraíba. Ele lembrou que o governador comprou um helicóptero usado por um preço superior a um novo e comprou mais de uma tonelada de carne e mais de 460 latas de farinha láctea em apenas um mês.

O candidato a governador Antônio Radical respondeu a pergunta de Cássio sobre denúncias no Hospital de Trauma de João Pessoa, gerenciado pela organização social Cruz Vermelha.

Radical afirmou que a organização social abocanhou mais de R$ 90 milhões apenas em 2014 e prometeu devolver a unidade de saúde ao governo da Paraíba.

O candidato do PSTU indagou Tárcio Teixeira sobre financiamento público de campanha.

Para Tárcio Teixeira, é de se estranhar coincidências que acontecem no estado, quando o governo isenta de impostos doadores de sua campanha. Segundo Tárcio, a política de isenção fiscal não é benéfica para o governo e afirmou que nos últimos quatro anos, a Paraíba perdeu R$ 5 bilhões ao oferecer isenção fiscal a empresas privadas.

O senador Vital do Rego Filho foi indagado por Tárcio Teixeira acerca da terceirização e privatização de serviços públicos.

O candidato a governador pelo PMDB se manifestou contrário à política de privatização e destacou seu compromisso com a valorização do serviço público. Ele também reafirmou que pretende acabar com a terceirização no Hospital de Trauma e desativar a Granja Santana para construir um hospital da criança no local.

O peemedebista perguntou a Major Fábio sobre os projetos dele para a segurança do estado.

O candidato do PROS defendeu o fechamento das divisas da Paraíba e o investimento em educação para evitar que crianças e jovens ingressem na criminalidade.

Segundo bloco

No segundo bloco do debate da TV Correio, jornalistas do Sistema de Comunicação fizeram perguntas aos candidatos.

A primeira indagação foi formulada pelo jornalista Eduardo Carneiro ao candidato a governador Cássio Cunha Lima. Ele quis saber do tucano quais os projetos estruturantes que ele pretende implantar na Paraíba.

Cássio Cunha Lima disse ter o objetivo de duplicar a BR-230 de Campina Grande a Cajazeiras, citou investimentos no turismo, garantiu concluir as obras do Centro de Convenções e prometeu trazer para o estado uma montadora de automóvel.

Antônio Radical também comentou o assunto e falou da necessidade de suspender o pagamento da dívida pública para garantir a aplicação de recursos no estado.

O governador Ricardo Coutinho respondeu o questionamento do jornalista André Gomes sobre a política de combate à seca no estado.

O postulante à reeleição disse que o estado distribuiu ração e teve uma das menores perdas do rebanho, apesar da estiagem. Ele também afirmou que adutoras estão em processo de construção no estado.

Tárcio Teixeira rebateu o chefe do executivo estadual ao informar que mais de 80% do rebanho da Paraíba foi dizimado por conta da seca. De acordo com ele, o governador prefere permanecer na política do carro-pipa.

O jornalista Hermes de Luna também perguntou sobre seca ao candidato Vital do Rêgo Filho que acusou a atual gestão de não preparar a Paraíba para receber as águas da transposição do Rio São Francisco. Ele afirmou que pretende implantar uma agência de gerenciamento das águas e executar projetos de saneamento básico.

Para Major Fábio, os políticos paraibanos conseguiram transformar bênçãos em maldições por não terem conseguido avanços em relação ao assunto.

O jornalista Eduardo Carneiro indagou Antônio Radical sobre sua proposta para coibir a prática de corrupção no estado.

O candidato do PSTU disse que a primeira iniciativa é remeter os casos para o Ministério Público investigar, e em caso de comprovação das denúncias, prender e confiscar os bens dos envolvidos. Ele também lamentou a tentativa de correligionários do governador Ricardo Coutinho de atingir o Fórum dos Servidores que levou ao conhecimento do Ministério Público  denúncia sobre suposto pagamento de propinas a secretários.

O governador Ricardo Coutinho garantiu que levou ao caso ao Ministério Público, mas as denúncias eram infundadas, segundo ele.

O candidato Major Fábio se manifestou contrário ao aborto ao responder as indagações do jornalista André Gomes sobre o tema e sobre a diminuição da maioridade penal e legalização das drogas.

Major Fábio defendeu a redução da maioridade penal e disse o Brasil não está pronto para legalizar a maconha.

Cássio Cunha Lima opinou pela manutenção da atual legislação em relação ao aborto e à legalização das drogas e defendeu a construção de um Centro de Ressocialização para dependentes químicos no estado.

O jornalista Hermes de Luna perguntou a Tárcio Teixeira sobre a situação crítica de mananciais do estado.

O candidato defendeu a criação de barragens subterrâneas e a construção de cisternas para atender de forma eficaz o agricultor.O senador Vital do Rego também se acostou a Tárcio na defesa pela construção de cisternas no estado.

Terceiro bloco

No terceiro bloco, os candidatos fizeram perguntas entre si.

O governador Ricardo Coutinho respondeu a Tárcio Teixeira sobre as denúncias contra o Hospital de Trauma de João Pessoa. O socialista garantiu que o estado tem o comando da gestão do hospital e todos os funcionários da unidade têm carteira assinada.

O governador interpelou Cássio sobre números referentes ao saneamento básico.

O tucano acusou Ricardo de optar pelo embate e provocações, enquanto a segurança da Paraíba está um caos. Ele disse que Ricardo apresenta dados que não correspondem com a realidade.

Em seguida, Cássio perguntou a Vital do Rego Filho sobre propostas para a segurança pública. O peemedebista disse que pretende implantar um Centro Integrado entre polícias militar e civil, abrir e reabrir delegacias e fazer concursos públicos.

Antônio Radical abordou a necessidade de garantir uma política consistente de emprego e renda no setor público para que o trabalhador não fique refém dos governantes ao ser indagado por Vital do Rego Filho sobre os projetos do PSTU para a área social.

Major Fábio prometeu criar um Conselho de Transparência para combater a corrupção no estado ao ser indagado por Radical sobre o tema.

Em resposta a Major Fábio sobre os gastos com comunicação do atual governo que ultrapassa a casa dos R$ 150 milhões, Tárcio defendeu a aplicação dos recursos para a mídia livre com o objetivo de democratizar os recursos.

Quarto bloco

No quarto bloco, os candidatos continuaram a fazer perguntas entre si.

O senador Cássio Cunha Lima perguntou a Major Fábio sobre as propostas dele para o saneamento básico.

O candidato do PROS lamentou a falta de investimento na área e disse, que se eleito, irá  buscar parcerias com o governo federal.

Major Fábio indagou o governador Ricardo Coutinho sobre as obras de mobilidade urbana que ele realizou no estado.

Segundo Ricardo, ele foi o responsável pela obra da perimetral sul, pelo trevo de Mangabeira e viaduto do Geisel, serviços que estão em andamento.

O candidato Antônio Radical criticou o governador Ricardo Coutinho pela sua postura de colocar a autonomia da UEPB em risco. Para ele, garantir a autonomia da Universidade é liberar recursos para que ela alce voos próprios.

Questionado por Radical sobre doações de operadoras de planos de saúde a sua candidatura, o senador Vital do Rego disse que tem compromisso com a saúde e lembrou que foi autor de projetos de lei que visam aumentar a vigilância sobre os planos de saúde.

Vital indagou Tárcio Teixeira sobre a importância da valorização do salário mínimo. O candidato do PSOL disse que a população sofre os efeitos da inflação e defendeu as propostas de sua candidata a presidente Luciana Genro.

No final do quarto bloco, Tárcio pediu a opinião de Cássio sobre a volta de políticos cassados ao poder.

O tucano lembrou que não foi cassado por compra de voto, destacou que teve seu registro de candidatura garantido pela Justiça Eleitoral e disse que o povo tem a soberania do voto.

Quinto bloco

O quinto bloco foi destinado às considerações finais dos candidatos.

Tárcio Teixeira disse que sua candidatura defende o fim de privilégios na política ao apostar na possibilidade de mudanças.

Vital do Rego pediu a confiança da população para chegar ao segundo turno das eleições ao afirmar que seu programa de governo tem o objetivo de melhorar a Paraíba.

Major Fábio disse que pretende cuidar da educação, da saúde e da segurança da população da Paraíba.

Antônio Radical se colocou como uma alternativa em defesa dos trabalhadores e da juventude.

Ricardo Coutinho prometeu abrir um curso de medicina na UEPB, construir um Centro de Convenções em Campina Grande,instituir o passe livre para os estudantes do ensino médio, expandir o programa Cidade Madura e reajustar o abono salarial do bolsa família.

Cássio Cunha Lima lamentou a piora na saúde, educação e segurança pública e destacou que não aceitou provocações durante o debate ao preferir apresentar propostas para mudar a Paraíba.

BG