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Nesta quinta-feira (04), foram deflagradas a 11ª e 12ª fases da Operação Calvário, denominadas de “A Origem”. A Controladoria-Geral da União (CGU) participa da ação em parceria com os Grupos de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO) de vários Ministérios Públicos (MPF, MPPB, MPDFT, MPSC e MPSP), o Tribunal de Contas do Estado (TCE/PB), a Receita Estadual e as Polícias Civil (PCPB) e Militar (PMPB). O objetivo é dar continuidade às investigações acerca da contratação fraudulenta de empresas, com recursos federais, para o fornecimento de material didático (livros).

Investigação

Deflagrada pela primeira vez em dezembro de 2018, a Operação Calvário tem o intuito de investigar a atuação de uma organização criminosa instalada no Governo do Estado e em prefeituras da Paraíba, desde o exercício de 2010. O grupo, composto por organizações sociais, empresas comerciais e agentes públicos e políticos, obtinha, por meio de contratações fraudulentas, vultosos recebimentos de propinas para se manter no poder.

Para estas 11ª e 12ª fases da Operação Calvário, o propósito são os contratos para aquisição de material didático (livros), por parte das Secretarias de Educação do Estado, no ano de 2014, e do município de João Pessoa, no ano de 2013, nos valores de R$ 4,5 milhões e R$ 1,5 milhão, respectivamente. Estima-se que o prejuízo ao tesouro chegue a R$ 2,3 milhões, em razão do pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e políticos.

Impacto social

As irregularidades praticadas pela organização criminosa impactaram fortemente a qualidade do ensino público prestado à população do estado da Paraíba que, por exemplo, no ano de 2019 registrou 969.806 matrículas de educação básica, conforme Censo Escolar.

Diligências

A Operação Calvário – A Origem consiste no cumprimento de 3 mandados de prisão preventiva e 28 de busca e apreensão nas cidades de João Pessoa (PB), Cabedelo (PB), Campina Grande (PB), Taperoá (PB), Brasília (DF), Florianópolis (SC) e São Paulo (SP). O trabalho conta com a participação de 10 auditores da CGU, policiais civis e militares, promotores de Justiça dos Ministérios Públicos da PB, DF, SC e SP, além de servidores dos GAECO, do TCE/PB e da Secretaria Estadual da Fazenda.

Os investigados podem responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro.

A CGU, por meio da Ouvidoria-Geral da União (OGU), mantém o canal Fala.BR para o recebimento de denúncias. Quem tiver informações sobre estas operações ou sobre quaisquer outras irregularidades, pode enviá-las por meio de formulário eletrônico. Caso não queria se identificar, a denúncia pode ser feita no modo anônimo, para isso, basta escolher a opção “Não identificado”.

Mandados de prisão

Três pessoas são alvos de mandados de prisão preventiva. O primeiro é Edvaldo Rosas, ex-presidente estadual do PSB-PB. O segundo nome, Coriolano Coutinho, que já está preso, e é irmão do ex-governador Ricardo Coutinho. Fecha a lista o empresário campinense Pietro Harley Dantas Félix.