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O governador João Azevêdo (Cidadania) usou suas redes sociais no final da tarde deste sábado para compartilhar com a população paraibana a sua preocupação com o aumento de casos da covid-19 no Estado. De acordo com o boletim atual do Plano Novo Normal, a Paraíba saltou de 22 para 138 municípios em bandeira laranja e de 0 para 6 em bandeira vermelha. Com isso, o gestor alegou a necessidade de ações efetivas para contenção do número de casos da Covid-19. “A Paraíba teve uma piora considerável na décima nona avaliação do Plano Novo Normal. Saltamos de 22 para 138 municípios em bandeira laranja e de 0 para 6 em bandeira vermelha. Isso exige uma ação efetiva para salvar vidas e evitar o colapso do nosso sistema de saúde”, declarou o gestor, e ainda complementou:

“A adoção de medidas mais restritivas ou não dependerá muito do apoio de todos. A Paraíba voltou aos níveis de contágio que víamos no meio do ano passado e se faz necessário que voltemos a pensar de forma coletiva, mantendo os cuidados com o uso das máscaras, higiene das mãos e ficando em casa. Repense o encontro com os amigos hoje. Troque por uma chamada de vídeo, uma ligação ou uma mensagem” concluiu. Até esta segunda-feira (22), um novo decreto com medidas restritivas deverá ser emitido pela Prefeitura de João Pessoa, mas, ainda não se trata de um fechamento total, apenas de novas regras para que haja controle na disseminação do coronavírus na cidade.

Renomado médico avalia a situação no estado

O médico Ciro Leite Mendes, presidente da Associação de Medicina Intensiva do Brasil (AMIB) e considerado um dos mais respeitados profissionais da área, afirma que o cenário atual da pandemia é preocupante e é preciso que a população redobre os cuidados, com o uso de máscaras, distanciamento social, dentre outras medidas de proteção. Ele contou que essa já é, sem dúvidas, a pior fase vivida pelos profissionais de saúde, com o vírus produzindo efeitos muito mais letais que nas duas primeiras fases. “Temos acompanhado uma situação preocupante, com hospitais lotados, UTIs sobrecarregadas e os pacientes apresentando sintomas mais complexos, a exigir um tempo muito maior de internação”, declarou.

Foto: Walla Santos.