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O que o jornalista Hélder Moura publicou hoje em sua coluna no Correio da Paraíba é muito grave, confirma e amplia as evidências de ligações perigosas entre os interesses do Poder Executivo e as necessidades viscerais de desembargadores do Tribunal de Justiça da Paraíba.

Primeiro foi aquele flagra na correspondência do desembargador Joás de Brito, pego de calças curtas com o vazamento de um email que enviou de seu Blackbery para o governador Ricardo Coutinho, onde pede vantagens no serviço público para sua esposa e seu cunhado.

Agora foi o desembargador Leôncio Texeira Câmara quem foi emparedado com a notícia de que um filho seu, Paulo Walnderlei Câmara, foi nomeado recentemente para um cargo no Governo RC, conforme portaria de número 114/2011, publicada em 06 de juno do corrente. O rapaz agora é assessor técnico da FAC, a mesma dos cheques que cassou o ex-governador Cássio.

E o que é impressionante: semanas antes de sua sentença amiga difundida pela Secom com euforia, pois aliviou a pressão sobre RC. É execrável!

É que Leôncio foi o desembargador que recentemente intercedeu juridicamente em favor do Governo ao desobrigar o IPEP do pagamento das gratificações dos servidores surrupiadas desde o início desta gestão, amarrando no pé do pote aquela sentença da juíza Lúcia Ramalho que determinou inclusive a prisão da gestora do órgão por desobediência.

O que há de tão podre nos bastidores do Judiciário que fez desembargadores arrastar aquele poder para o mesmo mar de lama da classe política desqualificada e sem ética, exalando a mesma fedentina?

Pelo que vejo, perdeu-se a compostura, a dignidade e o medo de a CNJ intervir com sanções pesadas.

Vitalícios em sua má fé, alguns desembargadores passam recibo e corroboram para o cidadão comum acreditar que o crime compensa.

Joás de Brito Filho é réu confesso em seu desvio de conduta; Leôncio Texeira agora passeia despido em pleno Ponto de Cem Réis.

O Poder Judiciário está nu, mas todos não podem pagar por dois ou três…

Em tempo: se você acha que é a primeira vez que o desembargador tem o filho nomeado para cargos no governo se engana. Este mesmo filho foi nomeado para o Governo Maranhão quando o desembargador estava no TRE como juiz auxiliar da propaganda eleitoral, ano passado. Mas o cargo era de diretor administrativo da PbPrev.