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Aquele corpo estendido no chão, crivado de balas e sem vida não era o do radialista Ivanildo Viana, mas o de todos nós que vivemos a mercê da violência numa Paraíba sem Lei.

Quem desceu àquela cova hoje no cemitério do bairro dos Estados fomos todos nós que instalamos cercas elétricas em nossas casas, moramos em apartamentos com porta blindada e circulamos por aí com os vidros dos carros fechados.

Perdemos também em João Pessoa e na Paraíba a guerra contra às drogas e, a bossa de um governador que se acha o último biscoito do pacote, agrava a situação. Ele é obtuso, insiste numa política de segurança pública ineficaz, fecha delegacias e não contrata os concursados das polícias.

Da janela do meu apartamento em Manaíra não vejo mais ninguém caminhando e até para ir a uma padaria no quarteirão do lado o cidadão vai de carro. É o medo contagiando e criando mecanismos de defesa.

Na periferia bandidos expulsam moradores de ruas inteiras e aos poucos o traficante vai tomando o lugar do Estado, providenciando medicamentos, gás de cozinha e proteção.

As escolas não seduzem , os professores ganham pouco e não querem bater de frente com os viciados. Estou falando da Paraíba e só não digo em qual escola do Valentina acontece isso para não ampliar o pânico.

O proselitismo político do governador Ricardo Coutinho pode mascarar quase tudo, mas jamais conseguirá arrefecer a violência sem investimentos de verdade em educação, saúde, geração de emprego e combate inteligente ao crime. Chega de secretário de Segurança falastrão! O povo quer resultados e paz e Cláudio Lima (foto) perdeu o prazo de validade.

Estava lá o corpo de Ivanildo estendido no chão, depois exposto no velório como prova de que estamos cercados pela violência e agora como lembrança de que a violência é democrática e alcança o taxista e a patricinha, o radialista e o empresário.

Queremos respostas e resutados, governador, e não apenas notas de pesar e conversa fiada.