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Ao anunciar a criação de um aplicativo de entrega para que usuários possam chamar um prestador de serviço – moto, carro ou bicicleta – para entregar encomenda em um determinado endereço, o Correios inicia ainda esse ano a terceirização dos serviços de entrega aos seus clientes. Contrário a esse cenário, o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (Sintect-PB), Emanuel de Sousa, disse a Portal ClickPB que a proposta faz parte da onda de privatização que ameaça milhares de trabalhadores da empresa.

“A empresa já anunciou que vai contratar motoboy para entregar encomenda urgente e agora essa história de convênios com os aplicativos do Uber deixa claro o projeto privatista que querem implementar. Toda essa questão amplia o processo de desmonte de uma empresa que tem 110 mil trabalhadores concursados e que estão correndo o risco de serem demitidos, além dos serviços se tornarem ainda mais precarizados”, explicou.

Ele ainda destacou que a categoria continua em estado de alerta e denunciando a onda de privatização na empresa, mesmo após a negociação que mantém o Acordo Coletivo de Trabalho ACT 2017/2018 – ressalvados apenas os termos da decisão do TST sobre o plano de saúde – com reposição salarial pela inflação do período, aplicada ao salário e aos benefícios. “Nossa greve foi por uma série de questões, resolvemos algumas, mas continuamos em alerta, denunciado os graves riscos que os trabalhadores estão correndo. Todas essas medidas de terceirizar a entrega é no sentido de demitir trabalhador concursado e entregar tudo a iniciativa privada. No acordo fechado na semana passada, mantivemos a posição contrária de estarmos em estado de alerta com protestos para denunciar a entrega dos correios a iniciativa privada, dizendo não a substituição de carteiro concursado e a terceirização do sedex, bem como a anulação dos fechamentos das agências”, ressaltou Emanuel de Sousa.