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O conselheiro do Tribunal de Contas da Paraíba, Arthur Cunha Lima, é um dos alvos da nona fase da Operação Calvário, deflagrada nesta terça-feira (27) pela Polícia Federal. De acordo com o processo, o conselheiro que segue afastado do cargo é acusado de encobrir atos de improbidade e de corrupção durante o exercício da função junto ao órgão de Contas estadual.

Arthur tem uma remuneração mensal bruta de R$44.682,39. Desse valor são descontados: R$12.764,41 de contribuição previdenciária e R$1.488,23, que é o valor retido por exceder ao limite do Subsídio do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Grupo Empresarial como alvo

Nos mandados expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) constam ainda dentre os alvos da fase deflagrada hoje pessoas ligadas ao grupo empresarial em uma das organizações sociais envolvidas que recebiam propina de fornecedores.

As investigações contam com mensagens de celular, gravações ambientais e informações obtidas por meio de um acordo de colaboração premiada firmado entre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e um empresário que era gestor de fato de duas entidades envolvidas nos ilícitos.

A subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, designada pelo procurador-geral, Augusto Aras, para atuar nos processos criminais perante o STJ, também requereu a imposição de medidas cautelares a um advogado investigado pelo esquema, como a proibição de frequentar as dependências do TCE/PB e a suspensão do exercício da atividade advocatícia perante o órgão e em contratos com entes públicos.